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SÃO PAULO – A demora no atendimento e a fila de espera no pronto-socorro, laboratório ou clínica são as reclamações mais comuns de usuários de planos de saúde, segundo revela pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha, divulgada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
De acordo com o levantamento, o problema foi citado por 26% dos entrevistados; as poucas opções de médicos, hospitais e laboratórios foi a segunda questão mais citada (21%), seguida pela negação de cobertura ou restrição de atendimento do plano de saúde contratado, com 14% das respostas.
O estudo investigou ainda a satisfação do usuário acerca do atendimento médico. Neste sentido, as principais queixas foram: dificuldade de marcar consulta (19%) e descredenciamento do profissional procurado (18%).
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Já quando o assunto foi burocracia, a demora para a autorização de exames ou liberação de guias, bem como a negativa de procedimento ou exame, foram as maiores reclamações, com 13% e 12% dos registros.
A pequisa foi realizada com 545 indivíduos (amostra final), com 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 5 de abril de 2011.
Satisfação
Apesar dos problemas relatados, 76% dos usuários de planos de saúde declaram estar satisfeitos com os serviços, com 21% estando muito satisfeitos e 55% satisfeitos.
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A avaliação é melhor no que se refere à quantidade de laboratórios (83%), e igual no que se refre ao número de médicos, 76%.
Alguns itens, entretanto, apontam para uma opinião menos favorável do consumidor, como é o caso do número de hospitais disponíveis, que agrada 69% dos entrevistados; e do valor da mensalidade, 66%. Neste último caso, contudo, o estudo ressalta que deve ser considerado o fato da maior parte dos entrevistados (52%) possuírem planos de saúde coletivos, pagos integralmente ou de forma parcial pelos empregadores.
Utilização
Ainda conforme o levantamento, a classe A e B é a mais expressiva entre quem tem plano de saúde, sendo que este usuário é o mais frequente.
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De modo geral, considerando consultas, exames e internações, os entrevistados utilizaram o plano, em média, sete vezes nos últimos 12 meses, sendo que 75% o fizeram para ter acesso a consultas médicas, 67% para realizar exames diagnósticos (raio-x, exames de sangue, entre outros), 32% utilizaram o pronto-atendimento e 15% usaram os planos para internação hospitalar.