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SÃO PAULO – O déficit da Secretaria da Previdência Social (SPS) aumentou 26,7% em maio em relação ao mês de abril. De acordo com o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, o órgão apresentou uma necessidade de financiamento de R$ 3,3 bilhões no mês passado, o que teria influenciado nas contas.
Enquanto a secretaria arrecadou R$ 9,6 bilhões líquidos, precisou pagar R$ 12,9 bilhões. “Já esperávamos que esse resultado acontecesse, já que o aumento do salário mínimo e o reajuste de 5% dos benefícios com valores acima do piso previdenciário geram sempre um aumento nas despesas”, explicou Schwarzer.
Recorde
Mesmo assim, a arrecadação no mês bateu um novo recorde, já que o valor recolhido em maio foi 3% superior ao montante captado um mês antes. Além do bom desempenho das receitas correntes, a Previdência recuperou R$ 665,7 milhões em créditos, valor 11% superior ao que foi recuperado em abril.
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Benefícios previdenciários
Já as despesas com benefícios previdenciários no quinto mês do ano chegou a R$ 12,9 bilhões, valor 19,1% superior à cifra despendida em abril (11,9 bilhões). De acordo com a SPS, o incremento de 18,5% nos gastos com benefícios pagos pelo INSS e o aumento de 33% com sentenças judiciais respondem pelo aumento.
Dos 21,1 milhões de benefícios, 13,9 milhões ficaram na área urbana e 7,2 milhões foram destinados à zona rural, enquanto 2,9 milhões foram benefícios assistenciais (despesa custeada pelo Tesouro Nacional).
Os benefícios pagos pela Previdência Social atingiram o valor médio de R$ 514,49 em maio, enquanto 16,2 milhões de concessões (67,8%) não passaram de um salário mínimo.