Combustíveis nas alturas

Defasagem do diesel chega a 17% mesmo com queda do dólar, calcula associação

Combustível deveria ser reajustado em R$ 0,90 por litro nos postos para equiparar preços; na gasolina, defasagem média é de 10% (ou R$ 0,44 por litro)

Por  Estadão Conteúdo -

A alta volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional permanece e, apesar da queda do dólar em relação ao real, a defasagem dos combustíveis vendidos pela Petrobras no mercado interno, só aumenta, segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

O diesel deveria ter aumento de R$ 0,90 por litro nos postos brasileiros para equiparar os preços, segundo a Abicom, e a defasagem atual inviabiliza importações por médias e pequenas empresas.

Levantamento da associação aponta que o diesel está com defasagem média de 17% no Brasil em relação aos preços do Golfo do México, nos Estados Unidos. E até mesmo o porto de Aratu, na Bahia, é defasagem é de 16% (a Petrobras vendeu sua refinaria no estado, que mantinha certa paridade externa).

A refinaria Landulpho Alves (Rlam) foi vendida pela estatal em dezembro para a Acelen, braço no Brasil do fundo de investimentos árabe Mubadala, e tem praticado reajustes pontuais no preço dos combustíveis, o que mantinha os preços alinhados ao exterior.

As refinarias brasileiras atendem a 80% do mercado interno e os 20% restantes precisam ser importados — o que tem sido feito pelas grandes importadoras como Raízen, Ipiranga e Vibra, apesar da falta de paridade dos preços com o mercado internacional.

A commodity voltou a disparar e ultrapassou os US$ 120 o barril na quarta-feira (23) — e continua em patamar alto nesta quinta-feira (24), cotado a US$ 119 o barril por volta das 14 horas (horário de Brasília).

No caso da gasolina, a defasagem média é de 10% e um eventual reajuste deveria ser de R$ 0,44 por litro, segundo a associação de importadores de combustíveis. Na Bahia, a defasagem da gasolina está em 4%.

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