Publicidade
SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada pela MasterCard e divulgada nesta terça-feira (28) revelou que ainda existem barreiras para o uso do cartão de débito nas classes C e D no Brasil. Entre elas, está o fato de essa população receber seus rendimentos em dinheiro vivo.
Os dados mostraram que 98% das pessoas não-bancarizadas dessas classes sociais recebem seus rendimentos em dinheiro. Já entre os bancarizados, o percentual é de 55%.
“Apesar de um percentual relevante das classes C e D ter acesso a algum tipo de produto financeiro, a maioria não o utiliza, e isso acontece, muitas vezes, por falta de conhecimento de que o pagamento com cartões de débito e crédito é muito mais prático e conveniente e ainda ajuda o consumidor a ter maior controle de seus gastos”, disse o vice-presidente de Produtos da MasterCard Brasil, Maurício Alves.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Barreiras
De acordo com ele, entre as barreiras para o crescimento do uso do débito, ainda estão fatores culturais, como o costume de andar com dinheiro no bolso, falta de conhecimento de taxas e tarifas e o receio de perder o controle de gastos.
Ainda há um caminho longo a se percorrer para que o débito cresça entre os brasileiros, mesmo entre os bancarizados das classes C e D. “Os 54% das classes C e D que ainda não são bancarizados poderiam tornar-se com uma oferta de produtos mais adequada às suas necessidades”, disse.
A pesquisa foi realizada entre março e abril, com consumidores de 18 a 60 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto, Recife, Feira de Santana, Porto Alegre e Goiânia.