De zero a um, brasileiro dá nota 0,59 para saúde, educação e trabalho

Em novo indicador do Pnud, chamado IVH, o subíndice trabalho foi o que teve o melhor desempenho, com nota 0,79

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SÃO PAULO – O índice que retrata a vivência dos brasileiros em saúde, educação e trabalho ficou em 0,59, revelou o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), nesta terça-feira (10), por meio do indicador inédito chamado IVH (Índice de Valores Humanos).

O IVH indica o grau de respeito a valores nas áreas de saúde, conhecimento e padrão de vida, sendo que sua variação é de zero a 1. “O novo índice busca dar materialidade à discussão sobre a importância dos valores para o desenvolvimento humano”, disse o coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2009/2010, Flávio Comim. “O IVH desloca a atenção para os processos que levam a um pior ou melhor desenvolvimento humano”, completou.

Os dados da pesquisa para a formação do índice foram coletados com 2.002 entrevistados em 148 municípios de 24 unidades da federação.

Subíndices
O componente que teve melhor desempenho foi o ligado ao trabalho, denominado IVH-T, com 0,79, o que indica que as pessoas têm mais vivências positivas nessa área do que nas outras que formam o indicador. Próximo de 1, o índice aponta que as pessoas experimentam mais situações positivas no trabalho e, próximos de zero, que elas presenciam mais situações negativas.

Em educação, o índice denominado IVH-E ficou em 0,54. Ele abrange questões como o que a educação escolar deve priorizar (conhecimento para ser uma boa pessoa, para ter uma boa vida ou para conseguir emprego), a avaliação sobre os estudantes e sobre os professores.

O indicador em que o Brasil se saiu pior foi o de saúde, denominado IVH-S, que ficou com 0,45. Ele analisa três aspectos em serviços de saúde: tempo de espera por atendimento, facilidade de compreensão da linguagem usada pelos profissionais e interesse que a equipe médica tem pelo paciente.