De olho: funcionários do Correios entram em greve e contas podem atrasar

A greve começou nesta quarta; para Procon-SP, consumidor e empresa devem buscar outros meios de pagar a conta

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SÃO PAULO – Dos 109 mil funcionários dos Correios, cerca de 8% entraram em greve nesta quarta-feira (16). Segundo a assessoria de imprensa do órgão, no entanto, a entrega das correspondências ainda não foi afetada.

Caso isso aconteça, os Correios já têm pronto um plano de contingência, segundo o qual os funcionários internos serão remanejados para o setor de correspondência, a fim de priorizar a entrega. Ainda não há dados das regiões mais afetadas pela paralisação.

De olho nas contas e as entregas

Os consumidores devem ficar atentos, pois, caso a paralisação continue, as contas de consumo podem chegar atrasadas. No entanto, para a assistente de direção da Fundação Procon-SP, Fátima Lemos, o consumidor não pode ficar passivo diante da possibilidade de atraso. “Ele tem que verificar com o fornecedor do serviço meios alternativos de pagamento, antes da data de vencimento da conta”.

Ela ressalta, porém, que não cabe somente ao consumidor buscar esses meios. “Os fornecedores têm de buscar alternativas fáceis e que não gerem ônus ao consumidor e, sobretudo, divulgar essas alternativas de pagamento”, afirma.

Fátima ainda afirma que, caso as empresas não tenham outros meios de pagamento para fornecer ao consumidor, elas devem postergar a data de pagamento. “Isso deve ser feito. O fornecedor tem uma obrigação clara de buscar e disponibilizar esses meios”. Lembrando que tais meios não devem onerar o consumidor.

Com a possível continuidade da greve, a entrega de produtos comprados ou encomendados também pode atrasar. Nestes casos, Fátima ressalta que o consumidor tem direito ao cumprimento do que está no contrato. “Esse prazo tem que ser cumprido e cabe à empresa buscar mecanismos para que seja cumprido”.

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Ela afirma que, em casos de descumprimento de contrato, como vencimento do prazo de entrega do produto, o consumidor tem direito à rescisão sem multa, devolução do valor pago e, dependendo do caso, possível indenização por danos.

Reivindicação

Os funcionários pedem reajuste salarial acima da inflação e um aumento linear de R$ 300. Além disso, os trabalhadores reivindicam reposição de perdas salariais, que chegam a 41,03%, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios).

No entanto, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que a reivindicação não depende do ministério ou dos Correios. “Estou torcendo para que, nas próximas horas, possamos encontrar um caminho para resolver a questão”, afirmou, de acordo com a Agência Brasil.

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A Federação se reunirá com a diretoria dos Correios ainda nesta quarta-feira (16) para decidir pela continuidade ou não da paralisação.