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SÃO PAULO – Com perspectiva de que as margens apresentadas pela empresa continuem em evolução, o Santander anunciou o preço-alvo de R$ 22,00 para as ações da DASA (DASA3) em 2011, em substituição ao alvo de R$ 16,25 estabelecido para este ano. Com o novo valor, o potencial de valorização para as ações da companhia fica em 31%, de acordo com a cotação de fechamento de segunda-feira (12).
Em relatório assinado por Bruno Giardino e Daniel Gewehr, o Santander ainda declarou que continuar a “gostar” do investimento na DASA para o longo prazo, e por isso indica que os investidores mantenham os ativos da companhia de diagnósticos médicos na carteira. Os analistas também elevaram a projeção para a evolução da margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa) do negócio nos próximos anos, resultado da cultura voltada para o retorno que domina a administração da Diagnósticos da América.
Após o avanço em 250 pontos-base da margem Ebitda no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2009, o Santander elevou as estimativas para 2010 e 2011 em 80 e 50 pontos-base, respectivamente, para 26,5% e 27,6%, levemente acima do guidance apresentado pela DASA. Além da visão mais otimista, os analistas ainda veem risco de upside caso a margem Ebitda para longo prazo fique acima da estimativa.
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Por exemplo, caso haja aumento dos preços reais e ganhos de eficiência e o número alcance 31% (frente estimativa no longo prazo de 28,5%), o preço-alvo para os papéis da empresa poderia atingir R$ 26,40, aponta o Santander.
Administração
Além da evolução das margens do negócio, a corretora também elogia a administração da empresa, que adotou prioridades em 2009, o que levou a companhia a melhorar sua eficiência. “Por exemplo, enquanto 13 unidades foram fechadas no primeiro trimestre na tentativa de otimizar o mix de produtos, 70% da receita com as lojas fechadas foi capturada por postos vizinhos”, apontaram os analistas.
Outro ponto, ainda nessa questão, é a contratação da consultoria Galeazzi & Associados para redução de custos, cujo potencial deve ser visto apenas nos resultados do quarto trimestre, já que a companhia sinalizou que apenas 26% do impacto das 204 medidas recomendadas serão sentidas no primeiro semestre de 2010.
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De negócio para negócio
O caso de investimento ainda é apoiado no aumento da participação das operações conhecidas como B2B (negócio para negócio, em tradução livre) nas receitas da companhia, especialmente com a Álvaro (laboratório para laboratório) e a CientíficaLab (terceirização para o governo). Juntas, as duas foram responsáveis por 22,7% da receita total da DASA no primeiro trimestre, e o Santander acredita que a Álvaro continuará a ser destaque nos próximos anos, com aumento não só da base de laboratórios clientes, mas também do número de pedidos.
Além disso, esses empreendimentos, na visão dos analistas, apresentam crescimento consolidado indireto, já que capturam demanda que não poderia ser atendida diretamente pela DASA, em regiões onde não faz sentido a instalação de um centro de atendimento ao paciente, por exemplo.
Aquisições
Falando em consolidação, o Santander ainda acredita que existem possibilidade de fusões e aquisições para a companhia, embora não as tenha incluído em seu modelo. “Atualmente, a DASA está analizando 20 opções, com preços variando de R$ 35 milhões a R$ 300 milhões”, informaram os analistas.
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Ainda que a competição tenha aumentado desde que o Fleury (FLRY3) abriu capital, o Santander acredita que a empresa está bem posicionada para liderar o movimento de consolidação do setor no Brasil, já que tem posição de liderança (com 11% de market share, seguida pelo Fleury, com 7%), o passado positivo (14 aquisições desde 2005) e geração de caixa saudável.
Projeções revisadas
Além do aumento da projeção da margem Ebitda, o Santander alinhou suas estimativas para a empresa, adequando o modelo ao resultado do primeiro trimestre, aos desdobramentos recentes e também às novas perspectivas macroeconômicas. Assim, a corretora diminui a previsão para o volume de vendas em 4%, para R$ 1,567 bilhão, para refletir o fechamento de algumas unidades nos primeiros meses deste ano.
“No entanto, esperamos que as vendas cresçam 15,3% no segundo semestre, com a abertura de 11 novos centros de serviço e repasse da inflação aos preços praticados”, apontou o Santander.
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Riscos
Os riscos para a companhia incluem competição mais dura e consumidores com poder de barganha, já que 61% da receita da companhia depende de clientes institucionais, que não são os clientes finais, e sim as seguradoras, como Sul América e Bradesco, as cooperativas médicas, e organizações com a Amil, por exemplo.
O Santander cita ainda a possibilidade de que a DASA tenha que partir para compras mais caras, em função da adoção de estratégias de crescimento por aquisição por parte de empresas que competem com a companhia em questão. Por último, a companhia pode enfrentar um problema de logística, já que 99% dos testes são processados em nove laboratórios, e é necessária a manutenção de infraestrutura adequada de transporte de amostras de centros mais afastados.
“Se a companhia adquirir laboratórios em lugares distantes e não puder integrá-los para processar os testes nos laboratórios centrais, é improvável que consiga melhorar margens”, concluíram os analistas do Santander.