Conteúdo editorial apoiado por

Crescimento orgânico da Brasil Insurance decepciona Barclays

Expansão da companhia fica abaixo das expectativas do banco, que cortou preço-alvo do ativo BRIN3 para R$ 24,00

Publicidade

SÃO PAULO – O Barclays mostra preocupação com o crescimento orgânico da Brasil Insurance (BRIN3) apontado nos resultados referentes ao quarto trimestre de 2011. Entretanto avalia que a apresentação dos números veio acompanhada de uma notícia positiva, com a decisão dos auditores em manter as garantias não-financeiras de caixa na demonstração de resultados.

O fato é bem visto pelo banco, embora as garantias tenham caído para 11% do Ebitda (geração operacional de caixa) e a margem Ebitda, excluindo a nova decisão, tenha melhorado de 46% para 51,1% na passagem trimestral.

Crescimento orgânico e pagamento de dividendos
Os analistas Henrique Caldeira, Roberto Attuch e Roberto Savaris afirmam que o crescimento orgânico da companhia, entretanto, ainda decepciona. Em teleconferência para apresentação de seus resultados, a companhia estima um lucro líquido de R$ 150 milhões neste ano, com uma taxa de crescimento inferior à esperada pelo Barclays. O processo de “limpeza” de alguns portfólios e a desaceleração do setor de seguros de automóveis foram alguns dos motivos apontados.

Outro fato destacado pela equipe de análise do banco foi a proposta de um pagamento adicional de R$ 10 milhões em dividendos, após os R$ 80 milhões referentes a 2011 anunciado na semana passada. “Isso representa uma taxa de payout de 85% contra nossas estimativas de 50% e antecipa em dois anos o que esperávamos”

Preço-alvo e recomendação
O Barclays diminuiu em 6% suas estimativas para o lucro da companhia em 2012, por conta do menor crescimento orgânico. Desta forma, o banco reduziu seu preço-alvo para as ações da empresa de R$ 25,00 para R$ 24,00, com potencial de valorização de 24,35%. Entretanto, manteve sua recomendação overweight para o ativo BRIN3.