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Crescimento industrial beneficia seguro de risco de engenharia

Esta modalidade de seguro responde por 3 tipos de cobertura: obras civis, quebra de máquinas e riscos operacionais

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SÃO PAULO – Dados divulgados recentemente pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam o ritmo de crescimento da indústria no Brasil.

A notícia foi bem recebida por todos os setores da economia, incluindo-se aí o segmento de seguros. Isso porque nele existe um ramo diretamente ligado à produção industrial: o setor de riscos de engenharia.

Sobre o seguro de riscos de engenharia

Esta modalidade de seguro responde por vários tipos de cobertura, dividida basicamente em três categorias: obras civis, quebra de máquinas e riscos operacionais.

A primeira delas garante a cobertura de bens segurados durante a fase de construção, instalação e testes, ou seja, antes dos bens entrarem em operação. Nela se incluem, basicamente, as obras civis em construção, seja de edifícios comerciais, residenciais ou até mesmo as pontes, estradas, túneis e aeroportos.

Já o seguro de quebra de máquinas e o seguro contra riscos operacionais visam a cobertura de corporações já em funcionamento. Vale lembrar que esta última modalidade abrange todos os riscos inerentes à atividade industrial, que possam gerar paralisação ou quebra de máquinas.

Mudança no perfil

Diferente do que ocorria no passado, o seguro de riscos de engenharia não é mais utilizado apenas para a cobertura de grandes obras do Governo. Hoje há uma preocupação maior de empresários e construtoras de assegurarem o patrimônio, já que o desenvolvimento econômico, anima as indústrias a intensificarem sua capacidade de produção.

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Por essa razão, o crescimento da indústria anima um setor que, no ano passado, teve poucos resultados.

Desempenho do seguro de riscos de engenharia

O setor aguarda, para esta modalidade de seguro, um resultado positivo em relação a 2003, ano em que o volume de prêmios foi 32% menor do que em 2002, totalizando R$ 140,1 milhões.
As projeções para este ano são de uma movimentação de algo em torno de R$ 170 milhões, ou seja, um resultado 21% maior do que o anterior. Vale lembrar que, entre janeiro e junho, a receita total deste segmento foi deste ramo de seguros foi de R$ 83,9 milhões.

Dados constatam o crescimento industrial

De acordo com os Indicadores Industriais divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o nível de utilização capacidade instalada da indústria bateu novo recorde histórico em julho, ao atingir 83%.

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Já o emprego industrial cresceu 0,98% em julho, comparado ao mês anterior, e 4,07%, se comparado a julho do ano passado, registrando a maior porcentagem em 12 meses de toda a série histórica desde sua criação, em 1992.

Já os dados divulgados pelo IBGE em sua pesquisa industrial mensal referente a julho, revelam que, na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento de 9,6%, sendo que, neste tipo de indicador, as taxas são positivas desde setembro de 2003.