Cresce preocupação com acessibilidade de deficientes físicos

Lei de cotas, Comissão Permanente de Acessibilidade e maior fiscalização motivam reformas e adaptações

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SÃO PAULO – Você sabia que mesmo com as exigências legais, menos da metade dos imóveis em São Paulo são adaptados ao fácil acesso de portadores de deficiência?

A boa notícia é que cresce a conscientização das pessoas em relação a este problema, e também aumenta a fiscalização no cumprimento da lei, que exige a devida adequação de todas as construções às necessidades dos deficientes.

Nesta nova realidade, merece destaque a atuação da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de São Paulo, que já fez mais de 20 parcerias com associações e entidades desde 2001.

Outro fator favorável é a lei de cotas, que obriga as empresas com mais de cem funcionários a destinar de 2% a 5% de seu quadro de funcionário para deficientes físicos.

Detalhes

De acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, uma série de medidas devem ser tomadas para que o imóvel não prejudique a livre circulação do deficiente físico.

Mais que possuir rampas ao lado de escadas, a construção precisa de portas e janelas no tamanho certo, sanitários e vestiários adaptados, e mobiliários específico, como telefones e balcões.

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O mercado começa a perceber a importância de oferecer acesso a todas as pessoas. Hoje em dia, é possível contratar arquitetos especializados para prestar consultoria. Segundo eles, as peculiaridades que favorecem o deficiente não custam caro se forem incluídas no projeto original da obra.

Em casos de reformas, os custos costumam variar muito. Para trocar um elevador, por exemplo, provavelmente o dono do imóvel vai gastar algo próximo de R$ 25 mil. Já para adaptar um banheiro, os gastos são de cerca de R$ 500. O ideal, conforme recomendação de especialistas, é seguir o conceito do Desenho Universal na obra, que garante uma acessibilidade perfeita.