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Ritmo de crescimento do crédito sinaliza ser menor desde 2010, estima Febraban

Dados preliminares apontam que a maior seletividade do crédito deve refletir em um crescimento menos acentuado do crédito

SÃO PAULO - Estimativas da sondagem realizada pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) indicam um crescimento do saldo de crédito de 14,4% durante o ano de 2013, uma queda de 2 pontos percentuais se comparado a expansão registrada em 2012, quando cresceu 16,4%.  No período, o saldo de crédito na economia deve ter alcançado 56,6% do PIB (Produto Interno Bruto).

Os dados oficiais serão apresentado na quarta-feira (29) pelo Banco Central mas números preliminares já apontam para uma desaceleração continua no volume de empréstimo desde o ano de 2010, quando teve alta de 20,6%

A maior seletividade na liberação vem sendo apontado por especialistas como a principal causa da redução do volume de crédito, levando uma das principais linhas de financiamento, a de veículos, apresentando redução dos financiamento.

O alto índice de inadimplência registrado em anos anteriores é um dos motivos para a maior precaução do mercado na liberação de crédito.  Contudo, o maior rigor na concessão de crédito já vem refletindo nos últimos dados sobre inadimplência. A inadimplência veio em forte ascensão até o final do primeiro trimestre do ano passado, mas a tendência se inverteu a partir de abril, quando o Banco Central passou a aumentar sucessivamente a taxa básica de juros da economia, a Selic (taxa básica de juros). 

A taxa de inadimplência registrou recuo de 4,4% no mês de dezembro de 2013, comparado ao mesmo período do ano anterior. Com isso, acumula a quarta queda consecutiva. Este foi o recuo mais acentuado desde o início da nova série histórica, calculada a partir de janeiro de 2012 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com estimativas da Febraban, a desaceleração do crédito ocorreu com mais intensidade entre as empresa. O volume de empréstimos com recursos livres recuou de uma expansão de 17% em 2012 para 8,6% no ano passado.  Entre consumidores, o número saiu de um crescimento de 10,2% em 2012 para 7,6% no ano passado.

 

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