Crédito: penhorar objetos ainda é opção para muitos endividados

Atualmente, há quem procure a modalidade até mesmo para fazer capital de giro, por causa das baixas taxas de juros

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SÃO PAULO – O hábito de penhorar bens pode até parecer antigo para algumas pessoas, mas continua em alta no País. Para se ter uma idéia, a Caixa Econômica Federal (CEF) pretende destinar R$ 5,5 bilhões este ano para estas operações (30% a mais que 2005).

A prática parece agradar a todas as classes sociais, por causa da simplicidade: basta levar o que pode ser penhorado (jóias, pedras preciosas e objetos de prata ou ouro) para voltar com o dinheiro no bolso. No ano passado, cerca de 8 milhões de pessoas optaram por essa modalidade de crédito.

Os juros, geralmente baixos, também agradam aos clientes: variam de 2,6% a 3,25% ao mês. Já os empréstimos tradicionais cobram entre 5% e 7% de taxa.

Perfil dos clientes

O perfil de quem opta pelo penhor vem se diversificando e a classe média recorre cada vez mais à alternativa. Atualmente, há quem procure a modalidade até mesmo para fazer capital de giro, por causa das baixas taxas de juros.

De acordo com dados da CEF, 33% dos clientes são autônomos e mais da metade tem entre 35 e 50 anos. Quase três quartos (70%) dos clientes penhoram os bens para saldar dívidas. O valor médio dos empréstimos é de R$ 238 e as jóias são os artigos mais utilizados neste tipo de negócio.

Quem não resgata o bem deixado como garantia ao empréstimo acaba perdendo-o, pois os bancos realizam leilões com os objetos não resgatados. O prazo para pagar o empréstimo varia de 30 a 120 dias, podendo ser renovado caso o cliente pague juros antecipados, seguro, taxa administrativa e imposto.