Crédito no País representa 32,6% do PIB

Para presidente do Serasa, bons pagadores pagam pelos maus. Com isso, juros crescem e o crédito, financiador da atividade econômica, não se expande

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SÃO PAULO – No Brasil, o crédito representa 32,6% do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de todas as riquezas produzidas pelo país, enquanto na China é de 102% e nos EUA, de 86%. A afirmação é do presidente da Serasa, Elcio Aníbal de Lucca, que ainda confirmou que os bons pagadores brasileiros pagam pelos maus, pois o risco de inadimplência é repassado para todos.

Esse risco é transmitido na forma de elevação da taxa de juros aos consumidores, as quais são apontadas como justificativa para a inadimplência e a não expansão do crédito no País. “Os pontos estruturais para este movimento (alta) nos juros são: a queda do recolhimento compulsório sobre os depósitos bancários e a redução dos impostos incidentes sobre o crédito”, disse Lucca.

Cadastro positivo

No cadastro positivo, nova forma de se obter crédito, o comportamento financeiro de seu pretendente é analisado a partir de informações compartilhadas entre os diversos setores da economia. Dessa forma, consideram-se os pagamentos honrados, e não os negativos, que são superdimensionados no Brasil.

Um estudo de John Barron (professor da Purdue University, EUA) e Michael Staten (professor da Georgetown University, EUA), mostrou que a inadimplência, em diversos países que adotaram o cadastro positivo, chega a ser 43% inferior àqueles que só usam as informações negativas. Com isso, acontece um aumento de 90% no número de pessoas atendidas, com o objetivo de saldar as dívidas.

No Brasil, o risco de inadimplência é repassado para todas as pessoas. Entretanto, com o cadastro positivo, cada pessoa pagaria pelo risco que representa.