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SÃO PAULO – Como parte dos seus esforços de facilitar o acesso ao crédito por parte da população, o governo lançou em setembro um programa que favorece a concessão de empréstimos com desconto em folha de pagamento.
Ao contrário das demais linhas de crédito subsidiado lançadas pelo governo até então, os bancos demonstraram grande interesse pelo crédito com desconto em folha devido ao baixo risco de inadimplência destas operações.
CUT fecha acordo com oito bancos
Na tentativa de garantir condições mais atrativas aos seus associados, alguns sindicatos de grande representatividade, como é o caso da CUT (Central Única dos Trabalhadores), se prontificaram a negociar com os bancos os termos a serem oferecidos neste tipo de linha de crédito.
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Depois de analisar os termos apresentados por 19 das maiores instituições financeiras do país para este tipo de linha de crédito, a CUT acabou firmando um convênio com oito delas: Banco Alfa, Banco do Brasil, Bradesco, BMG, Caixa Econômica, HSBC, Real e Santander. A assinatura do convênio contou com a participação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que destacou a importância deste tipo de negociação como forma de redução dos custos dos financiamentos bancários.
Juros variam de 1,75% a 3,3% ao mês
O acordo da CUT com as oito instituições permitiu a determinação das taxas de juros deste tipo de financiamento entre 1,75% ao mês até 3,3% ao mês.
As taxas mais baixas serão oferecidas aos trabalhadores que pertencem a um sindicato. No caso das operações de curto prazo, ou seja, de até seis meses, as taxas cobradas serão de 1,75% ao mês, enquanto nas operações de até 36 meses o custo do financiamento será mais alto, de 2,8% ao mês.
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Por sua vez, os trabalhadores não sindicalizados terão que arcar com juros maiores, de 2% no caso das linhas de até seis meses e de 3,3% no caso das linhas de até 36 meses de prazo. Da mesma forma, pagarão mais caro pela taxa de abertura de crédito (TAC), que custará R$ 20 aos não sindicalizados e apenas R$ 10 aos sindicalizados.
Acordo da Força Sindical oferece prazos maiores
Ao contrário da CUT que organizou um tipo de licitação, a Força Sindical ainda está fechando acordos com as instituições financeiras, sendo que até o momento firmou acordo com duas delas: BMG e o Santander.
Os juros acertados são um pouco mais altos, porque as linhas de curto prazo têm prazo de duração maior do que aquele acertado no convênio da CUT, de doze meses e não de apenas seis meses. Já as linhas de longo prazo do Santander têm prazo de duração de 48 meses.
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Assim sendo, no caso do BMG o custo dos créditos com desconto em folha variam de 2% (linha de até 12 meses) a 3,3% (linha de até 36 meses) ao mês. Por sua vez, no caso das linhas oferecidas pelo Santander, como o prazo varia entre 12 e 48 meses, os custos das linhas são de, respectivamente, 2% e 3,8% ao mês.
Dentre as vantagens para os trabalhadores com registro em carteira por mais de seis meses está a concessão de financiamento sem exigência cadastral para valores de até R$ 5 mil. Já os sindicalizados poderão ganhar um celular nos financiamentos acima de R$ 3 mil.
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