O projeto de lei que corrige a tabela de IR em 35,29%, aprovado no final de agosto na Comissão de Finanças e Tributação, ainda pode ser modificado, segundo o deputado Inaldo Leitão, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJR).
A nova matéria pode ser barrada por líderes da base aliada e integrantes da equipe econômica do governo, que alegam a perda de arrecadação e conseqüente comprometimento das metas fiscais no Brasil. De acordo com o ministro do Planejamento, Martus Tavares, essas perdas prejudicariam eventuais investimentos nas áreas de saúde e educação, consideradas prioritárias pelo governo.
Com o novo projeto, as arrecadações federais seriam reduzidas em torno de R$ 5 bilhões, o que comprometeria a meta fiscal a ser cumprida pelo governo e o Orçamento Geral da União para os próximos anos. Por outro lado, há também a questão do trabalhador que vem sofrendo perdas com o congelamento da tabela de IR há mais de seis anos.
Desta forma, o governo procura uma maneira de atender ambas as partes e já pensa na possibilidade de corrigir a tabela de contribuição em 11%, mas tudo vai depender do que for decidido pela Comissão, que deverá apreciar esta matéria na primeira quinzena de outubro, já que o projeto deverá ser distribuído a um relator até o final desta semana.
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