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Efeito da crise na vida do trabalhador

Coronavírus já impactou a vida financeira de 50% dos brasileiros, mostra pesquisa XP/Ipespe

94% dos entrevistados acreditam que a pandemia do coronavírus terá um impacto negativo para a economia brasileira

SÃO PAULO – O surto da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e seu avanço no Brasil, vem causando preocupações em várias esferas da vida das pessoas. A pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta sexta-feira (3), mostra que metade (50%) dos entrevistados já sofreu impactos financeiros devido ao avanço do surto no país. E 82% acreditam que ainda serão afetados economicamente no futuro.

Ainda, dos entrevistados, 94% acreditam que a pandemia do coronavírus terá um impacto negativo para a economia brasileira. Além da vida financeira, essa percepção também se reflete no dia a dia das pessoas nesse período.

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Do universo de entrevistados da pesquisa, a maioria (35%) está fazendo home office em tempo integral. Outra parcela (31%) está trabalhando normalmente, 17% está empregado, mas não está trabalhando e 15% está fazendo home office, mas indo para o trabalho eventualmente.

Em um momento em que o país enfrenta a pandemia do coronavírus, o isolamento social passa a ser uma ferramenta importante no combate à disseminação do vírus, segundo a maioria dos entrevistados. Para 80% das pessoas, ficar em casa é a melhor solução neste momento. Uma parcela de 12% acha a medida exagerada e 6% dos entrevistados não acreditam que é a melhor forma de enfrentar a crise. 

Já em relação à duração do período de isolamento, a maior parcela  (28%) acredita que ainda vai se estender por mais um mês. Por outro lado, 12% acreditam que deve acabar “logo”.

A opinião pública se mostra no caminho oposto aos discursos recentes do presidente Jair Bolsonaro, que vêm relativizando a pandemia e seus efeitos.

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Segundo o levantamento, 89% dos entrevistados tomaram conhecimento das declarações do presidente sugerindo o fim do isolamento. E 60% discordam em parte ou totalmente do isolamento vertical, em que apenas idosos e pessoas com enfermidades devem ficar de quarentena, enquanto escolas, empresas e comércio devem voltar a funcionar.

Embora a situação econômica esteja alarmante, a maior preocupação dos entrevistados atualmente é ser contaminado (a) ou que alguém da família seja (49%), seguida pelo receio da crise econômica (25%). Os outros 24% dos entrevistados afirmaram que ambas as preocupações estão no topo da lista.

Em linha com a maior preocupação neste momento, o que pode ser observado é que a parcela de pessoas que está com “pouco” ou “muito” medo da pandemia continua aumentando.

O grupo que declarou que está com “pouco medo” apresentou uma oscilação ascendente para 38%, ante 36% em março. Em fevereiro, essa parcela era de 29%. Mais entrevistados também informaram estar com “muito medo” nesta edição da pesquisa: de 34% em março para 37%. A movimentação na curva foi significativa, considerando que em fevereiro essa parcela era de 21%.

Ainda, o grupo de pessoas que declarou que “não está com medo do coronavírus” foi para 24%, enquanto em março era de 28%.

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A pesquisa XP/Ipespe ouviu 1.000 eleitores de todas as regiões do país, entre os dias 30 de março e 1º de abril. As entrevistas foram conduzidas por operadores, pelo telefone. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

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