Copa: multa para quem desistir de bilhetes adquiridos na web permanece

A venda de bebida alcoólica poderá ser liberada nos estádios durante os jogos da Copa, de acordo com sugestão de deputado

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SÃO PAULO – Tratando dos pontos contidos no texto referente à Lei Geral da Copa, o relator do projeto, deputado Vicente Cândido (PT-SP), afirmou que vai manter a aplicação de multa para quem comprar e depois desistir dos ingressos adquiridos via internet.

O deputado entende que esse é um tipo de multa semelhante às que as companhias aéreas têm direito de aplicar quando o passageiro não viaja na data marcada. Mas ressaltou que a penalidade visa, especialmente, aos compradores de pacotes completos de viagem, e não a quem adquire um ou dois ingressos. “Dificilmente alguém vem ao Brasil para assistir a apenas um ou outro jogo”.

No caso da venda avulsa de ingressos para os jogos da Copa, o deputado já assegurou que “está garantida, não tem nenhum problema”.

Cerveja nos estádios
A venda de bebida alcoólica poderá ser liberada nos estádios durante os jogos da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014. Quem sugere a alteração do Estatuto do Torcedor também é o deputado Vicente Cândido.

Cândido afirma que essa questão já é consenso entre as lideranças políticas. De acordo com a Agência Brasil, a alteração atende aos interesses da Fifa (Federação Internacional de Futebol), organizadora das duas competições. Um dos principais patrocinadores dos jogos é um grande fabricante de cervejas.

Venda de produtos
A Fifa já vem discutindo com os estados e as cidades-sede da Copa a questão de vendas de produtos do Mundial nas chamadas “áreas de exclusividade” da federação, nos arredores dos estádios.

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Para regulamentar a proibição, a entidade já enviou aos estados e à comissão especial a proposta de um projeto de lei com o objetivo de proteger a propriedade intelectual e as licenças de venda de produtos que utilizem marcas da Fifa e dos patrocinadores da entidade.

“Cada caso vai ser um caso. Não tem aquela ‘neura’ [preocupação] de que quem tem uma lanchonete, um restaurante ou uma loja de artigos esportivos [nas imediações dos estádios] terá que parar de vender. Isso não existe. Lógico que, se houver abusos, a Fifa vai recorrer. Mas ninguém vai ter que fechar as portas para que a Fifa fique com a exclusividade das vendas. O Estado brasileiro não iria acobertar esta situação”, garantiu o Vicente Cândido.