“Contrato de gaveta”: é preciso cuidado para não perder seu imóvel

Apesar dos custos envolvidos, a maioria dos advogados acredita que a transferência do financiamento é a melhor opção

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SÃO PAULO – Depois de meses procurando o imóvel dos seus sonhos você finalmente se deparou com um que atende a todas as suas necessidades. O grande problema é que se trata de um imóvel que já possui um financiamento, de forma que para comprá-lo você terá que entrar em um destes chamados contratos de gaveta.

Neste tipo de contrato, o que acontece é que o financiamento segue no nome do antigo proprietário, mas é você quem arca com os custos das prestações. Apesar de, em mais de uma ocasião, a Justiça ter obrigado a Caixa Econômica Federal a reconhecer este tipo de contrato, a situação ainda é muito arriscada tanto para o quem vende como para quem compra o imóvel.

Transferência é melhor opção

Se você se encontra neste tipo de situação, sua melhor opção é tentar transferir o financiamento do que ficar exposto às incertezas quanto à validade ou não do contrato de gaveta. Abaixo listamos algumas das dificuldades que podem ser enfrentadas tanto pelo comprador, quanto pelo vendedor do imóvel que assinam um contrato de gaveta:

Advogados defendem a transferência

Apesar dos encargos adicionais, na transferência a prestação tende a aumentar em média 20%, os advogados ainda defendem a transferência do contrato de financiamento, que é vista como a opção mais segura e, em alguns casos, mais barata. Afinal se você for obrigado a entrar na Justiça a decisão pode levar ainda mais tempo e custar ainda mais ao seu bolso.

Se ainda assim a opção for pelo contrato de gaveta então não deixe de buscar aconselhamento profissional de um advogado. Só assim você terá certeza de que o contrato inclui as cláusulas de proteção necessárias para ambas as partes, de forma a limitar a dor de cabeça em caso de disputa judicial.

Por último, lembre-se que, além dos custos da preparação do contrato de gaveta, caso você tenha que ira para a Justiça poderá incorrer em custos adicionais, por isto antes de tomar sua decisão faça as contas na ponta do lápis para se certificar se a transferência não é a melhor solução.