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SÃO PAULO – A fim de evitar que o crédito fácil se transforme numa enorme dor de cabeça, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro lançou, na última quarta-feira (15), a cartilha “Educar para o consumo”.
O objetivo da publicação é orientar as pessoas sobre como proceder na hora das compras. O lançamento e a distribuição dos 2 mil livretos fazem parte das comemorações do dia do consumidor.
Socorro
Desde o mês de janeiro, o número de pessoas que procuram o órgão após terem adquirido empréstimos ou produtos muito mais caros que suas condições dobrou. Na unidade do centro da Defensoria, cerca de 150 pessoas pedem socorro todos os dias, querendo renegociar as dívidas.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
“O problema decorre, em grande parte, do crédito consignado fácil e da elevada taxa de juros vigente no mercado, além da publicidade ostensiva e apelativa”, aponta a coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor, Marcela Oliboni.
O público é formado cada vez mais por gente da classe média. Os campeões das queixas entre os cariocas são os bancos, as financeiras, as empresas de cartões de crédito e as de plano de saúde.
No caso dos planos de saúde, as queixas ocorrem quando há reajuste nos preços e mudança da faixa etária, que ocasiona altas de até 80% no valor pago.