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De olho na população pobre, governo do Rio avalia sistema pré-pago para o gás

O governo espera reduzir o preço ao usuário final com a decisão. A ideia é que a população do Estado adeque o consumo à sua capacidade de pagamento

fogão gás de cozinha
(Shutterstock)

O governo do Rio estuda um novo modelo de pagamento pelo consumo do gás natural, o sistema pré-pago, com foco nas populações mais pobres. Com isso, espera reduzir o preço ao usuário final. A ideia é que a população do Estado adeque o consumo à sua capacidade de pagamento.

O novo modelo deve ser apresentado por uma comissão técnica ao conselho diretor da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) em 60 dias. Esse prazo, no entanto, ainda pode ser prorrogado.

Nos próximos dois meses, os técnicos da Agenersa vão se debruçar sobre a viabilidade técnica e também econômica da instalação de medidores de consumo, com foco no pré-pago, em residências e prédios comerciais atendidos pelas concessionárias CEG e CEG Rio, empresas do grupo Naturgy.

"O modelo de recarga fracionada já é uma realidade em outros países, como no México, cuja operação do sistema é realizada pelo mesmo grupo responsável pela Ceg e Ceg Rio", afirma o conselheiro presidente da Agenersa, Luigi Eduardo Trosi.

Esta categoria beneficia os usuários de baixa renda, que necessitam do acesso a gás residencial canalizado a custos e condições adequadas a sua realidade", conclui Trosi.

Em nota, a agência reguladora diz ainda que a criação da categoria pré-paga na estrutura tarifária do serviço de gás canalizado é coerente com os "avanços na política de desenvolvimento do mercado de gás, com regulamentação adequada e a consequente redução do preço final do insumo aos usuários".

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