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Custo de vida sobe 3,89% na cidade de São Paulo em 2018, acima de 2017

O setor que mais aumentou foi o de transporte, com variação de 6,05%; as famílias com renda baixa foram as mais afetadas

São Paulo
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O relatório anual divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos mostra que, em 2018, o custo de vida na cidade de São Paulo aumentou 3,89%. Variação superior à 2017, quando o custo cresceu 2,44%.

O setor mais impactado foi o de transporte, com aumento de 6,05%.  Apesar do custo de transportes individuais ter crescido mais que os coletivos (6,46% e 5,15%, respectivamente), as famílias de estrato 1, isto é, com rendas mais baixas, foram as mais afetadas, registrando aumento de 6,32% nessa categoria. Para famílias de maior renda, estrato 3, o custo de transporte cresceu em 5,94%.

Grande parte da alta neste setor se deve ao preço da gasolina, que em 2018 aumentou 12,51%. Além disso, outros quatro dos dez grupos que compõe o ICV (Índice de Custo de Vida) também sofreram variações maiores que a inflação de 3,89%. São eles: Despesas Diversas (tais como animais e comunicação, 5,21%), Educação e Leitura (5,03%), Habitação (4,10%) e Alimentação (3,95%).

Em contraponto, os outros cinco grupos registraram taxas menores e até negativas: Despesas Pessoais (como higiene, beleza e acessórios, 3,64%), Saúde (1,98%), Equipamento Doméstico (0,74%), Recreação (-0,39%) e Vestuário (-1,59%).

No caso dos equipamentos domésticos, para as famílias de estrato 2 (renda média) o crescimento foi de apenas 0,01%, contra os 1,04% para as famílias com renda baixa e 0,99% para as com renda alta. No geral, as famílias de estrato 2 foram as menos atingidas pelo aumento de custo.

O relatório completo do DIEESE pode ser conferido aqui.

Aumento nas cestas básicas

Além do crescimento de 3,95% nos custos de alimentação na cidade de São Paulo, o valor das cestas básicas aumentou em todas as 18 capitais do país analisadas pelo DIEESE. Em Campo Grande (MS), essa variação chegou a 15,46% e, em Brasília (DF), 14,76%. A cidade menos afetada foi Recife, capital de Pernambuco, onde o aumento registrado é de 2,53%.

São Paulo continua sendo a dona da cesta básica mais cara do país, o valor médio é de R$ 471,44, seguido por Rio de Janeiro (R$ 466,75) e Porto Alegre (R$ 464,72). Considerando o valor da capital paulista, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.960,57, ou seja 4,15 vezes o mínimo de R$ 954,00, valor em 2018. Hoje, o preço de uma cesta básica equivale a 47,2% do mínimo de R$ 998 estabelecido pela União para 2019.

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