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2019 será o ano da tecnologia na mobilidade urbana, diz presidente da Mastercard

Segundo João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard, as metas para o próximo ano estão focadas na implementação da tecnologia contactless nos transportes

João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard para Brasil e Cone Sul
(Divulgação)

SÃO PAULO - Em meio a um cenário com maior concorrência e levantamento de questões acerca da segurança dos meios de pagamento, a Mastercard está com metas agressivas para o ano de 2019, e na mira da empresa está o segmento de mobilidade urbana.

De acordo com o presidente da Mastercard, João Pedro Paro Neto, o pagamento por aproximação nos meios de transporte é o foco da companhia para o próximo ano no Brasil. O objetivo é fazer com que o consumidor consiga pagar sua passagem de ônibus, metrô, trem e até alugar bicicletas de compartilhamento com a tecnologia contactless, ou seja, aproximando o cartão, smartphone ou smartwatch.

O executivo explica que, no Chile, 22% das transações acontecem por meio de pagamento por aproximação - apesar do sistema ter sido implementado há um ano e meio -, enquanto na Austrália o número já representa 90%. "Queremos avançar nesta agenda em 2019, contaminar o Brasil com pagamentos de aproximação no setor de transportes", diz.

Paro conta que a companhia já realizou uma série de testes e que agora está em fase de implementação no país. Até o momento, Porto Alegre, Brasília, Jundiaí e Rio de Janeiro já contam com a tecnologia.

No Rio de Janeiro e em Jundiaí, as inovações implementadas permitem aos usuários de transporte público utilizarem cartões de crédito, débito e pré-pago (com pagamento por aproximação), além de cartões registrados em carteiras digitais de celulares para pagarem suas passagens diretamente nas catracas.

Já em Brasília, a companhia lançou o cartão multifuncional com o chip EMV e tecnologia de pagamento por aproximação, que pode ser usado na mobilidade urbana, para compras e recebimento de benefícios.

Para São Paulo, o presidente da Mastercard diz que há conversas em andamento com as empresas de software que operam as catracas no sistema de transportes. Um projeto piloto foi testado na Berrini, em 2016. Segundo ele, a ideia não é substituir o Bilhete Único, cartão pré-pago para uso do transporte público, mas atender o passageiro que paga com dinheiro, que representa metade das transações.

Segurança

De acordo com Paro, a segurança das transações também é uma preocupação. Com base nisso, uma das estratégias utilizadas é o limite inicial de R$ 50 para transações sem senha. Além disso, são aplicadas tecnologias que mapeiam as tendências em comportamento dos consumidores, possibilitando a identificação de irregularidades, como tokenização, biometria e reconhecimento facial.

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