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SÃO PAULO – O ano de 2006 promete ser muito bom para quem pretende oferecer linhas de crédito e financiamento. A constatação é da TNS InterScience, que aposta no aumento da utilização das linhas de crédito graças ao otimismo da população dos grandes centros do País quanto ao crescimento econômico em 2006.
Em sua pesquisa “As faces emergentes do consumidor em 2006”, a InterScience revelou que as famílias deverão comprometer 25% de sua renda em linhas de crédito no próximo ano, percentual que não passa de 15% se for analisada a renda da população como um todo.
“Há uma parcela grande de consumidores que tem linhas de crédito pré-aprovadas e não as utilizam, mas uma eventual redução nas taxas de juros pode estimular esse público ao consumo”, diz a diretora de Planejamento da InterScience, Valéria Rodrigues, que, por este motivo, aposta no crescimento desse percentual no próximo ano.
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Apesar disso, 55% dos entrevistados se declararam, em 2005, menos endividados que no ano passado.
Dinheiro de plástico
A pesquisa revelou que outros 55% das pessoas com linhas de crédito aprovadas ainda não utilizaram cartões de lojas, empréstimos pessoais e cheques especiais. A diretora informa que somente o “dinheiro de plástico” tem boa penetração, o que seria um indicador de que existe muito espaço para a expansão dessas linhas e para o conseqüente endividamento da população.
Essa expectativa é confirmada pelo fato de que 28% da população, em média, não têm acesso a linhas de crédito (percentual que sobe para 36% entre os mais pobres), mas que 46% dos consultados esperam aumento em seu poder de compra, enquanto 30% das pessoas apostam no crescimento do País no ano que vem e 36% acreditam que essa situação não vai mudar.