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SÃO PAULO – Assim como acontece com os bancos, o Banco Central também divulga mensalmente um ranking com as dez piores administradoras de consórcios do país. As informações prestadas no ranking são particularmente úteis para as pessoas que estão interessadas em participar de um consórcio, seja para compra de um simples eletro-doméstico ou para a compra da sua casa própria.
Ao contrário do que acontece com os bancos, em que as reclamações dos consumidores são amplamente alardeadas nos vários meios de comunicação, o mesmo não acontece com os consórcios, de forma que a melhor forma de evitar dores de cabeça é, sem dúvida alguma, buscar se informar sobre a situação da empresa que administra o consórcio no qual você está pensando em participar.
Ranking é divulgado todo dia 15 de cada mês
O BC divulga todo dia 15, em sua página na internet, o ranking das piores administradoras de consórcio do mês. No ranking é possível checar, por exemplo, o número de reclamações contra a administradora e seu desempenho quanto ao tratamento com seus consorciados.
No mês de junho a campeã de reclamações foi a Southecca Consórcios com um índice de reclamações, que mede o número de reclamações pelo número de consorciados ativos, de 25,21%. Em segundo lugar, com menos da metade do índice registrado pela Southecca ficou a Geral Record Empreendimentos, que registrou índice de reclamações de 11,03% um aumento em relação ao índice de maio (7,09%), quando a empresa ficou com o quinto lugar no ranking.
Em terceiro lugar ficou a Auto América Administradora de Consórcios com um índice de 7,03%, o que representa uma melhora em relação a maio quando também ficou com a terceira colocação, mas com um índice de 8,46%. Em seguida na quarta colocação do ranking ficou a empresa Arigatô Administradora de Consórcio com um índice de 3,92%, a empresa não havia figurado entre as dez piores administradoras no mês de maio. Na quinta colocação ficou o Consórcio Nacional Santa Ignez cujo índice passou de 7,57% em maio para 3,42% em junho, o que permitiu que a empresa saísse do quarto para o quinto lugar no ranking.
As outras cinco empresas a completar o ranking das piores administradoras de consórcio foram, na ordem: Consórcio Nacional de Utilidades Utilar Uticar (1,41%),
Autobens Administradora de Consórcio (1,21%), Fiat Administradora de Consórcios (0,22%), Remaza Sociedade de Empreendimentos e Administração (0,19%) e, por último, Consórcio Nacional Honda (0,01%). Para ter acesso a estas informações você pode ligar para o BC Atende no 0800 992345 ou então visitar o site, clicando aqui.
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Procon também é fonte de consultas
Mas não basta apenas checar o ranking do BC, é preciso também ir atrás de informações mais específicas, como se a empresa está autorizada a trabalhar com o tipo de consórcio que você procura e se ela possui qualificações o suficiente para tal. O telefone para obter este tipo de informação é (61) 414 2401.
Como o direito dos consorciados também é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), a Fundação Procon-SP, conseqüentemente, recebe inúmeras queixas sobres os planos de consórcio. Desta forma, você pode consultar as reclamações registradas através do Cadastro de Reclamações Fundamentas (CRF) no site do Procon-SP.
Contratos devem ser respeitados
De acordo com o CDC, o consumidor tem direito a receber informações claras e objetivas sobre o produto ou serviço que está contratando. Neste sentido, você deve exigir que conste no contrato todas as promessas feitas pela administradora. Evite acordos verbais, pois em caso de eventuais problemas você não terá como comprovar o que fora combinado na contratação do plano. As informações essenciais que devem contar no contrato são: descrição do bem, critério para definição do preço de seu preço e o índice de correção anual das prestações, que não deve fugir aos critérios dos utilizados na correção dos imóveis.
Como um consórcio é formado por um grupo de pessoas, que paga uma prestação mensal com o objetivo de garantir a compra de um bem por mês para que seja sorteado entre os participantes, nada mais justo do que você ter acesso ao status de andamento do grupo. Tente manter-se informado sobre se todos os participantes estão pagando suas cotas em dia, pois caso contrário em uma situação de inadimplência os demais consorciados é que terão que arcar com estes custos. Desta forma, a administradora deve manter um cadastro fundamentado para que todos tenham acesso a estas informações.