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SÃO PAULO – Na próxima terça-feira (30), os bancos devem apresentar uma proposta ao governo para reduzir os juros cobrados nos empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Uma solução, apresentada pelos próprios bancos, pode ser uma alternativa à intenção do governo de fixar um teto para a cobrança. Na semana passada, essa proposta foi levantada pelos ministros em reunião com as centrais sindicais, que reclamaram das altas taxas de juros cobradas pelos bancos.
Auto-regulação
Apesar de não ter descartado a fixação de um limite, o ministro da Previdência Social, Nelson Machado, disse que vai aguardar a proposta de auto-regulação do setor: “Os bancos não gostam da idéia do teto, acham melhor e possível que a livre concorrência faça as taxas convergirem”, afirmou.
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Entretanto, Machado apontou que a redução dos juros precisa ser mais rápida e que o governo não desistiu do teto: “Acho possível que consigamos um acordo com os bancos nessa linha da auto-regulamentação, o que pode significar exatamente estabelecer um teto”, acrescentou.
Já o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o Conselho Nacional da Previdência pode decidir pelo teto independentemente da proposta dos bancos, pois somente a concorrência do mercado está insuficiente.
Diferenças nos juros
O ministro da Previdência ressaltou que as taxas de juros não têm caído como é necessário e possível fazer. Segundo ele, ainda há muitas diferenças nos valores cobrados pelos bancos (as taxas variam de 2,7% a 3,96% ao mês e de 37,68% a 59,31% ao ano).
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Segundo o vice-presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, a cobrança elevada de juros nessa modalidade de crédito não é generalizada. Barbosa afirmou que existem algumas distorções, e é em cima delas que eles irão trabalhar.