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SÃO PAULO – Tomar um empréstimo pode parecer a salvação dos problemas do momento. Porém, se fechado sem certos cuidados, pode se tornar uma nova dor de cabeça.
Independente do tipo de linha de crédito pessoal, o consumidor deve avaliar se é o momento para contrair uma dívida e se ela caberá no orçamento. Além disso, todo contrato deve ser lido com atenção antes de ser assinado.
Todo cuidado é pouco
Conheça algumas modalidades e escolha a melhor para o seu bolso:
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
1. Crédito pessoal: costuma ser fácil de obter e é creditado na conta corrente do consumidor. Em alguns casos, substituição de outras dívidas mais caras por esta alternativa pode significar redução expressiva de custo, além de evitar problemas ocasionados pela inadimplência. Cuidados: pesquise as taxas, prazos e garantias; se informe sobre tarifas de cadastroe renovação do cadastro; e veja como essas tarifas são cobradas;
2. Cheque especial: o crédito pré-aprovado costuma estar disponível automaticamente na conta corrente do consumidor, o limite é recomposto de acordo com a cobertura do saldo devedor. A utilização do cheque especial é conveniente quando houver imprevistos e estiver limitado a poucos dias – no máximo uma semana. Cuidados: mantenha o saldo da conta corrente sob rigoroso controle, observe os débitos de tarifas e débitos automáticos e encare o cheque especial como a última alternativa no caso de necessidade de crédito, pois os juros são altos;
3. Crédito consignado: trata-se de modalidade de empréstimo com desconto de prestações em folha de pagamento, ou seja, o trabalhador receberá seu salário já deduzido da prestação devida ao banco. É importante alertar que a partir do mês seguinte ao fechamento do negócio, e durante o prazo do empréstimo, o salário ou aposentadoria virá menor, em até 30% em relação ao mês anterior. Por outro lado, as despesas mensais continuarão as mesmas se o consumidor não tomar outras atitudes. Cuidados: não se deixe seduzir pelos apelos de “crédito rápido e fácil” e pesquise taxas de juros. A melhor forma de comparar os custos entre os bancos é pedir-lhes a informação de “qual é o valor líquido você vai receber”, considerando o mesmo valor da prestação e prazo.