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Congresso dos EUA questiona aportes à AIG: predileção e destino do capital em xeque

Comissão bancária do Senado indaga Fed sobre meandros da ajuda e ressalta salvamento da Europa como fruto do processo

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SÃO PAULO – Desde 16 de setembro do ano passado, o governo norte-americano salvou a seguradora AIG (American Internatioal Group) três vezes. “Uma das razões para que tivéssemos que resgatar a AIG (American Internatioal Group) foi o fato de que ela iria quebrar a Europa”.

A afirmação é de Paul Kanjorski, senador republicano da Pennsylvania, e sintetiza o olhar consoante e interpartidário existente no Congresso dos EUA, ao passo que os legisladores veem o salvamento da instituição financeira com maus olhos; seja pela forma míope com o qual se realizou, seja pela predileção à seguradora.

Miopia atrapalha

“Não é claro quem nós estamos resgatando – o que resta da AIG, ou de seus parceiros”, observou Christopher Dodd, senador democrata que preside o comitê de inquéritos bancários do Senado.

“Os parceiros comerciais da AIG não são vitimas inocentes. Eles são investidores sofisticados que tomaram riscos enormes e irresponsáveis, ao agraciarem o rating triplo A da seguradora”, completou o legislador, ao criticar a relativa inocência dos investidores frente às classificações de risco concedidas pelas agências.

Por fim, as palavras de Donald Kohl, vice-presidente do Federal Reserve e indagado a depor na comissão do Senado, explicam a importância desta ajuda. “Precisamos manter a AIG estável. E eu ficaria muito preocupado se começássemos a divulgar os nomes dos parceiros, pois as pessoas não iriam querer mais realizar negócios com a AIG”.