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Congresso dos EUA critica fracasso do Tesouro em explicar uso do TARP

Conselho criado para supervisar aplicação dos US$ 700 bilhões afirma que nada foi feito para combater execuções hipotecárias

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SÃO PAULO – Foi divulgado nesta sexta-feira (9) o relatório do painel do Congresso dos EUA, criado para supervisar os gastos do TARP (Troubled Asset Relief Program) pelo Tesouro. Na sua segunda crítica, o conselho afirmou que o órgão falhou em explicar sua estratégia de gastos e não ajudou famílias com problemas de execução hipotecária.

A falta de transparência também foi ressaltada como um obstáculo à restauração da confiança. “Não é o bastante dizer que o objetivo é a estabilização dos mercados financeiros”, informa o documento, acrescentando que “a questão é como a injeção de bilhões de dólares em um conglomerado de seguros ou em uma companhia de cartões de crédito aumenta a estabilidade financeira e o bem-estar dos contribuintes”.

As falhas apontadas pelo relatório abrangem a inabilidade do Tesouro de assegurar que os bancos que receberam a injeção de capital irão aumentar a oferta de crédito; o fracasso em medir o sucesso do programa; e o fato de que o órgão ignorou ou deu respostas incompletas às questões do painel.

“As preocupações iniciais do painel sobre o TARP apenas cresceram, acentuadas pela mudança nas explicações de seus objetivos e as ferramentas usadas pelo Tesouro”, informa o documento.

Execuções hipotecárias

Apesar de ter afirmado que a raiz dos problemas é a deterioração do setor imobiliário, o Tesouro não utilizou nenhuma fatia do pacote de US$ 700 bilhões para ajudar os mutuários a refinanciarem as hipotecas que valem mais do que o valor de mercado dos imóveis.

“O Tesouro tem que ser claro em relação ao que ele fez, se fez. E se ele insiste em dar crédito ao setor privado, ele tem que explicar o que ‘ajuda’ significa”, criticou o relatório.

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O painel

O painel do Congresso foi criado simultaneamente à legislação que estabeleceu a criação do pacote de US$ 700 bilhões. Ele é composto por três membros apontados pelos Democratas e dois pelos Republicanos, sendo chefiado por Elizabeth Warren, professora de Direito em Harvard. Cabe lembrar que os relatórios são obrigatórios, segundo a legislação.