Conflito entre estabelecimentos e planos de saúde prejudica cliente

Hospitais, clínicas e laboratórios reclamam que operadoras de planos de saúde demoram para liberação de procedimentos

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SÃO PAULO – O relacionamento dos hospitais, clínicas e laboratórios com operadoras de planos de saúde tem problemas que acabam afetando os usuários do sistema. Entre os problemas, o que se destaca é a demora na liberação de procedimentos como exames e cirurgias.

Foi isso que mostrou um levantamento realizado pelo Vox Populi, que ouviu 194 estabelecimentos de saúde (49 hospitais, 105 clínicas e 40 laboratórios), a pedido do sindicato e da federação do setor no estado de São Paulo.

De acordo com os dados divulgado nesta quinta-feira (11), 24,3% dos estabelecimentos disseram ter problemas com a demora de liberação de procedimentos. Nos hospitais, a situação é mais grave, já que 51% deles responderam ter o mesmo problema, ante 19% das clínicas e 15% dos laboratórios.

“Os resultados mostram que há muito o que melhorar para que possamos estabelecer uma relação saudável, de ganha-ganha entre as partes e que garanta a qualidade da assistência ao cliente”, disse o presidente do Sindihosp e da Fehoesp, Dante Montagnana.

Outros problemas
O problema mais enfrentado pelos estabelecimentos é o corte de fatura, chamado de glosa. Ele foi indicado por 44,9% dos entrevistados, sendo a proporção maior em clínicas (47,6%).

Os estabelecimentos ainda citaram a demora no pagamento como outro problema enfrentado com as operadoras de planos de saúde, que foi responsável por 16,1% das respostas, seguido de dificuldades de contato com as centrais de atendimento (15,8%).

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Na sequência, estava a dificuldade para renegociar reajuste, apontada por 13,9%. O estudo revelou que 75,5% dos hospitais afirmaram ter recebido reajuste nos últimos três anos, sendo que o aumento médio foi de 4,5%.

“De julho de 2007 a julho de 2010, período pesquisado, o IGP-M foi de 21,31% e o INPC, de 17,84%. Isso demonstra claramente que os hospitais não estão conseguindo recompor a inflação nas diárias e nas taxas”, ressaltou Montagnana.

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