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SÃO PAULO – Na segunda quinzena de dezembro, os biscoitos e o feijão voltaram a ser destaque no índice de irregularidades, de acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira (08) pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP).
Dos 950 produtos que compõem a cesta básica fiscalizados pela entidade, 18 foram reprovados, o que aponta um índice de irregularidades de 1,89%. Considerando apenas a capital paulista, todos os produtos estavam regulares.
Produtos irregulares
Em Ribeirão Preto, o pacote de 60g do biscoito “Elbi’s”, da Cipa Industrial de Produtos Alimentares, apresentava 0,6g a menos em cada embalagem, o que equivale a uma diferença de 1% da quantidade ideal.
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Na unidade de Bauru, os biscoitos “Mabel”, também da Cipa, apresentaram 2,38% a menos do peso do pacote de 400g, falta de 9,50g do produto em cada pacote. A maior discrepância estava em Campinas: o biscoito de 156g waffer de brigadeiro, da “Bauducco”, tinha 12,2g a menos.
Com relação aos erros encontrados no feijão, em Presidente Prudente, eles chegaram a 12,5g a menos do pacote de 1kg do “Alibaba”, da Ghadieh e Cia Ltda.
Além destes dois produtos, o Ipem-SP encontrou irregularidades no macarrão, arroz, leite e GLP (gás liquefeito do petróleo).
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Papel higiênico e GLP decepcionam em 2006
Em 2006, segundo dados do Ipem, os produtos que apresentam maior número de irregularidades foram o papel higiênico e o GLP. Em relação ao primeiro, dos 106 produtos verificados desde novembro, quando entrou na cesta básica, 24,6% foram reprovados. Já em relação ao gás, dos 203 inspecionados, 20,7% foram detidos.
O biscoito e o feijão, que apresentaram desempenho ruim em dezembro, ficaram com a terceira e a quarta posições, com 3,9% e 2,3% de irregularidades, respectivamente. Os produtos que não desapontaram os consumidores, com baixo índice de reprovação, foram o óleo de soja (0,5%), o leite e o café (0,8% cada) e a margarina (0,9%).
Penalidades
O Ipem-SP divulga quinzenalmente os relatórios de fiscalizações de produtos de cestas básicas. Este trabalho é resultado das ações diárias dos técnicos do Ipem-SP em todo o estado de São Paulo, distribuído entre os sete laboratórios para análise de produtos pré-medidos que compõem a instituição. Cada um deles atende uma determinada região e fica responsável pelas informações destes municípios.
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As irregularidades são penalizadas de acordo com cada caso. A multa pode chegar a R$ 50 mil, dobrando o valor em caso de reincidência. As empresas flagradas pelo Ipem-SP têm até 15 dias, a partir da constatação da irregularidade, para apresentar defesa à Superintendência do Instituto de Pesos e Medidas.