Confiança do consumidor cresce em agosto e se aproxima da marca histórica

Segundo a Associação Comercial de São Paulo, média nacional atingiu 129 pontos; próxima ao recorde de 130 pontos de janeiro

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SÃO PAULO – O consumidor brasileiro se mostrou mais confiante em agosto. A afirmação faz parte da pesquisa INC (Índice Nacional de Confiança do Consumidor), divulgada na última segunda-feira (11) pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Conforme o estudo, feito pela Ipsos Public Affairs, o índice de otimismo passou de 126 pontos, em julho, para 129 – chegando próximo ao melhor nível da série histórica da pesquisa, de 130 pontos, atingido em janeiro deste ano.

Maior confiança no Norte e Centro-Oeste

Conforme a pesquisa, que ouviu mais de mil pessoas em nove regiões metropolitanas do País, os consumidores mais otimistas estão no Norte e no Centro-Oeste, onde o índice de confiança passou de 139 pontos em julho a 152 pontos em agosto.

De acordo com o economista da ACSP, Marcel Domingos Solimeo, os motivos que podem ter levado a esse aumento são o grande peso do salário mínimo e do bolsa família nessas regiões, além da recuperação no preço da carne, principalmente do Centro-Oeste.

Em contrapartida, a região Sul é a que menos tem confiança. Mesmo com o quadro não tão positivo em relação às outras localidades, o índice atingido em agosto, de 118 pontos, foi o maior para a região desde o início da realização da pesquisa, em abril de 2005. O ritmo de crescimento do indicador também foi maior do que o da média nacional, tendo em vista que, em julho, haviam sido apurados 109 pontos no mesmo levantamento.
Na contramão da tendência nacional veio o Sudeste, que recuou de 128 pontos em julho, para 125 pontos no mês seguinte.
Para o superintendente de Economia da ACSP, Marcel Solimeo, a pesquisa mostra que o consumidor está otimista apesar dos dados da economia, no momento, não serem muito favoráveis em relação ao nível de atividade e ao emprego.
“A queda da inflação e especialmente do custo de vida podem explicar o otimismo do consumidor, que espera uma aceleração da economia nos últimos meses do ano. O aumento da renda das camadas mais pobres, com a elevação do salário mínimo e a expansão dos programas sociais também devem ter contribuído para essa maior confiança agora”, destacou.
Futuro
Segundo a associação, com base nos números divulgados pela Ipsos, embora a maioria não considere sua situação financeira pessoal boa, há otimismo com relação ao futuro e ao emprego.
Apesar das intenções de compra para os próximos 30 dias serem mantidas na média, roupas, geladeiras, telefones celulares e computadores estão na lista de produtos que devem ser mais procurados pelo consumidor no período. Por outro lado, as aquisições de fogões, máquinas de lavar roupas, televisão, aparelho de som e DVDs devem ter queda.

Planejamento
A pesquisa mostrou que menos entrevistados colocarão dinheiro na poupança, ao passo que subiu a parcela daqueles que pretendem fazer novas prestações e pagar dívidas vencidas.