Condomínios estão cada vez mais comprometidos pelo aumento da inadimplência

Fluxo de caixa é apertado e empresas do setor buscam soluções para combater o problema

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SÃO PAULO – Os atrasos no pagamento da taxa de condomínio cresceram nada menos do que 20% desde a introdução do novo Código Civil, que mudou, em 2003, a multa aplicada nestes casos, reduzindo-a de 20% para 2%.

A significativa queda do encargo levou um grande número de condôminos a atrasarem o pagamento mensal, desequilibrando o fluxo de caixa das administradoras. Em outras palavras, o consumidor passou a priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos, como cheque especial e cartão de crédito, por exemplo.

Situação é complicada

De acordo com o presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic), José Fernando Robotton, o índice mensal total de inadimplência teve uma elevação de 8% para 10% desde a mudança. Considerando somente os atrasos superiores a 90 dias, o índice cai para 5%.

Para combater o problema, muitas administradoras paulistanas optaram pela criação de um fundo de caixa para cobrir as despesas em épocas de inadimplência muito elevada.

Casos mais preocupantes de inadimplência dizem respeito aos imóveis destinados apenas para finais de semana e férias. O contato entre os condôminos, nestas circunstâncias, é muito pequeno, de forma que não existe qualquer constrangimento entre eles quando o assunto é atrasar o pagamento da taxa.

Para coibir a prática cada vez mais comum, e que, conseqüentemente, prejudica o orçamento dos bons pagadores, que têm que arcar com o não pagamento de seus vizinhos, as administradoras estão estudando formas de punir os devedores, como o envio de seus nomes aos serviços de proteção ao crédito e protesto do título em cartório.

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As informações são do Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).