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SÃO PAULO – Entre abril do ano passado e fevereiro deste ano, a concessão de auxílio-doença devido a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais aumentou 134,67%, de 125.246 para 293.912.
Segundo a Previdência Social, esse crescimento aconteceu devido à aplicação do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico), desde abril do ano passado, que foi criado com o objetivo de criar uma base de dados confiável sobre a ocorrência desse tipo de doença e acidente.
Para o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência, Remigio Todeschini, esses dados não significam um aumento no número de acidentes, mas que as empresas não comunicavam as ocorrências.
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Dados mais precisos
Todeschini também acredita que os dados mais precisos, proporcionados pela NTEP, são importantes para a elaboração de uma política de prevenção, de forma a reduzir esse tipo de ocorrência. “É preciso conhecer detalhadamente tudo o que acontece nos ambientes de trabalho para que possamos atacar os riscos ocupacionais e fortalecer a cultura da prevenção”, afirma.
Com a NTEP, os peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) podem identificar cada caso como doença ou acidente de trabalho, mesmo que a empresa não comunique a Previdência Social.
Ocorrências
Entre abril de 2007 e fevereiro de 2008, houve um aumento de 3.701% no número de registros de doenças infecciosas e parasitárias, em relação ao período de maio de 2006 e março de 2007. Já o registro de neoplasias, ou tumores, aumentou 2.102% e o de transtornos mentais e comportamentais, 1.588%.
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Porém, são as lesões, envenenamentos e outras conseqüências de causas externas que foram as principais responsáveis pelo grande número de concessões de auxílio-doença. Foram 148.244 pedidos, devido a essas doenças e acidentes.
Prevenir
Por outro lado, Todeschini afirma que, apesar do aumento no registro desses casos, as empresas já estão adotando políticas de prevenção de acidentes. “De todas as doenças e acidentes, 87% podem ser evitados, daí a batalha permanente em prol da prevenção”, afirma.