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SÃO PAULO – Para que o consumidor tenha mais segurança com as sacolinhas na hora de realizar as compras, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), recolheu amostras de grandes supermercados para testes de resistências e atendimento das principais marcações obrigatórias.
Entre as marcações, regulamentadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estão a identificação do fabricante na própria sacolinha e o texto de segurança dirigido ás crianças.
Educação de consumo
De acordo com o gestor do Programa de Análise de Produtos do Inmetro, Marcos Borges, os testes não fazem parte de uma fiscalização, mas de um programa de educação de consumo. “Queremos que o consumidor leve seus produtos para casa sem correr o risco de perder a mercadoria e sofrer prejuízos por conta da fragilidade da sacola”.
De acordo com o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, apesar de não ser uma fiscalização, o Inmetro tem como objetivo notificar os fabricantes que não cumprem as normas da ABNT e articular medidas com o Ministério Público e o Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor para punir os que não tomarem providências.
Empresas
Segundo Borges, as empresas economizam na qualidade dos plásticos para diminuir custos, mas fazem com que os clientes necessitem de duas ou mais sacolas para suportar o peso das mercadorias, o que acaba por gerar gastos maiores.
Já para os fabricantes das sacolas, embora o varejo encomende, cada vez mais, sacos menores e mais baratos, eles estão dentro das normas da ABNT. O diretor da Sol Embalagens, João Ferreira, diz que projeta as sacolas para suportar o peso mínimo nominal. “A redução das espessuras das sacolas plásticas é uma tendência mundial, mas precisamos ficar atentos para não extrapolar”.