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Como evitar conflitos na divisão de grandes heranças?

Saiba por que o planejamento sucessório ganhou protagonismo e como a masterclass gratuita do InfoMoney mostra quando uma holding faz, ou não, sentido

Daniel Navas

O falecimento de um patriarca ou matriarca costuma trazer à tona uma realidade que muitas famílias preferem evitar: discutir patrimônio.

O problema é que adiar essa conversa pode tornar um momento naturalmente delicado ainda mais complexo, prolongando disputas, elevando custos e comprometendo a preservação dos bens construídos ao longo de décadas.

Nos últimos anos, temas como planejamento sucessório, proteção patrimonial e holding familiar passaram a ocupar espaço nas estratégias de empresários, investidores e famílias de alta renda. Mas, junto com o interesse crescente, também surgiram muitos mitos. Especialmente a ideia de que abrir uma holding seria uma solução automática para qualquer patrimônio.

Na prática, especialistas defendem que não existe uma fórmula pronta. Cada estrutura patrimonial precisa ser analisada de forma individual, considerando fatores como tributação, sucessão, liquidez e proteção jurídica.

É justamente essa visão que está no centro da masterclass gratuita Holding: Entenda o jogo antes de entrar, apresentada por Luiza Jacob, advogada de wealth planning da XP, em uma iniciativa do InfoMoney. A proposta é ajudar investidores a compreender quando uma holding faz sentido, e quando ela pode não ser a melhor alternativa.

Planejamento sucessório vai muito além da divisão dos bens

Embora muitas pessoas associem o planejamento sucessório apenas à redução de custos com inventário ou impostos, o conceito é bem mais amplo. O objetivo é organizar previamente a transferência do patrimônio, estabelecendo regras claras e reduzindo a possibilidade de conflitos entre herdeiros.

Quando essa organização não existe, decisões importantes acabam sendo tomadas em um momento emocionalmente sensível, o que frequentemente amplia divergências familiares.

Nesse contexto, instrumentos jurídicos e financeiros podem ser utilizados para estruturar a sucessão de maneira mais eficiente. A holding familiar é um deles, mas está longe de ser o único.

Holding familiar: uma ferramenta, não uma solução universal

O crescimento do interesse pelas holdings familiares fez com que a estrutura ganhasse fama de “atalho” para reduzir impostos ou proteger patrimônios. No entanto, essa percepção pode levar a decisões equivocadas.

Segundo Luiza Jacob, a avaliação precisa considerar uma visão integrada da situação patrimonial. Isso significa analisar não apenas possíveis ganhos tributários, mas também custos de manutenção, perfil dos ativos, objetivos da família e impactos sucessórios.

Em alguns casos, a holding pode representar uma excelente estratégia de organização patrimonial. Em outros, entretanto, pode gerar despesas desnecessárias ou simplesmente não entregar os benefícios esperados.

É justamente essa análise criteriosa que diferencia uma decisão estratégica de uma escolha baseada apenas em tendências.

O que mudou com a reforma tributária?

Outro fator que aumentou o interesse pelo tema foi a discussão sobre os impactos da reforma tributária na organização patrimonial.

As mudanças reforçaram a necessidade de revisar estruturas existentes e entender como novas regras podem afetar a transmissão de bens entre gerações. Em muitos casos, decisões tomadas anos atrás podem precisar ser reavaliadas diante do novo cenário tributário.

Na masterclass, Luiza Jacob apresenta exemplos práticos para mostrar como essas mudanças influenciam a análise sobre a criação ou manutenção de uma holding, além de explicar quais cálculos devem ser considerados antes de qualquer decisão.

Os quatro pilares que devem orientar qualquer decisão patrimonial

Um dos diferenciais da aula é apresentar a metodologia utilizada pelo time de Wealth Planning da XP para avaliar estruturas patrimoniais. Em vez de focar apenas na economia tributária, a análise considera quatro pilares fundamentais:

Essa abordagem integrada ajuda a compreender que o planejamento patrimonial envolve muito mais do que abrir uma empresa para administrar bens.

O que o participante encontrará na masterclass

Durante a aula gratuita, Luiza Jacob explica, em linguagem acessível e com exemplos práticos, questões que costumam gerar dúvidas entre investidores e famílias empresárias.

Entre os principais temas abordados estão:

Além do conteúdo da aula, os participantes também poderão conhecer como funciona o diagnóstico patrimonial oferecido pelo time de Wealth Planning da XP, que analisa cada estrutura considerando as características específicas de cada família.

Antes de decidir, é preciso entender o jogo

A organização patrimonial deixou de ser um assunto restrito a grandes grupos empresariais. Em um cenário de mudanças tributárias e crescente preocupação com a sucessão, compreender quais ferramentas realmente fazem sentido tornou-se parte da estratégia de preservação do patrimônio.

Mais importante do que seguir tendências é tomar decisões baseadas em informação qualificada e em uma análise individualizada da realidade de cada família.

É exatamente essa proposta da masterclass Holding: Entenda o jogo antes de entrar: oferecer conhecimento prático para que investidores e empresários entendam os critérios que realmente importam antes de estruturar, ou manter, uma holding.

As inscrições para a masterclass são gratuitas. Acesse, conheça o conteúdo da aula e descubra como avaliar, de forma estratégica, tributação, sucessão, proteção patrimonial e liquidez antes de tomar qualquer decisão.