Publicidade
SÃO PAULO – Levar os filhos à escola e buscá-los após a saída gera muitos motivos para deixar a maioria dos pais e mães estressados. Nas cidades grandes do país, ser motorista particular dos filhos é uma verdadeira maratona. Cada minuto que se atrasa para sair de casa pode significar 10 minutos a mais parados em congestionamentos. Isso sem considerar os dias atípicos, quando o transporte público está em greve, a prefeitura está reformando vias públicas ou quando parte da cidade está ilhada devido a alagamentos.
Para fugir desse pesadelo e ganhar horas extras em seu dia muitos pais de estudantes preferem contratar um serviço de transporte escolar, conhecido popularmente pelas “peruas”. Os “tios” das “peruas”, como são chamados os motoristas de vans e micro-ônibus escolares em São Paulo chegam a cobrar R$ 400 por mês pelo serviço. Porém deixando um pouco de lado a parte financeira, a principal preocupação dos pais que delegam o trabalho de “leva-e-traz” de seus filhos à escola deve estar focalizado na segurança desse tipo de transporte. Mesmo com o preço ligeiramente salgado pense no tempo que você ganhará fugindo do trânsito, no combustível que será economizado e na depreciação de seu automóvel.
Equipamentos de segurança
O Código Brasileiro de Trânsito, que entrou em vigor em 1998, dedica uma seção exclusiva ao transporte escolar. De acordo com a Lei, existe uma série de regras que diferenciam o transporte escolar do transporte coletivo convencional, já que se tratam de passageiros especiais.
Continua depois da publicidade
Uma novidade introduzida em 1998 foi a obrigatoriedade do cinto de segurança para cada criança, que por sua vez, deve permanecer sentada durante todo o trajeto. Essa regra pôs fim à farra de muitas crianças, que ficavam de pé ao longo da viagem e atrapalhavam inclusive a concentração do motorista.
Um outro item obrigatório para essa categoria de veículos é a faixa amarela na horizontal nas laterais e na traseira, com a palavra “escolar” em preto, classificando o transporte como escolar. Além disso, ele deve possuir placa vermelha e estar devidamente cadastrado no Detran como veículo comercial. A capacidade de transporte, isto é, a lotação da perua deve estar afixada num local de fácil visibilidade.
Por fim, outros equipamentos de extrema importância são o tacógrafo, que controla a velocidade do veículo e impede que motoristas “espertinhos” coloquem em risco a vida dos seus filhos, e o extintor de incêndio, que deve ficar na parte da frente do veículo, ao lado do passageiro.
Escolhendo o veículo ideal
Escolher uma perua para seus filhos não é uma tarefa tão complexa, mas exige alguns pequenos cuidados, que envolvem, sobretudo, a fiscalização do veículo e do próprio
condutor. A começar pelo motorista, verifique se ele possui habilitação específica para o transportar escolar. Não se esqueça de prestar atenção em sua aparência e em como ele lida com as crianças. O motorista desta categoria precisa ser paciente em dobro, pelo fato de ao mesmo tempo ter que estar atento ao trânsito em volta e aos pequenos passageiros nos bancos de trás.
Normalmente, as principais escolas fazem parcerias com motoristas ou oferecem elas próprias o transporte para seus alunos. Independente da forma que isso é feito, o
dever dos pais é sempre fiscalizar para diminuir os riscos que as crianças possam eventualmente correr. Nesse sentido, antes de contratar o serviço de algum perueiro converse primeiramente com a escola e peça orientação. Lembre-se de pegar o endereço e o telefone do motorista e checar o estado geral do veículo.
Com relação à parte financeira, fique atento ao contrato, que deve ser assinado por ambas as partes envolvidas. Nele deve conter tudo o que foi acertado verbalmente, com os respectivos valores, índice de reajuste, data de pagamento, e se o serviço é cobrado nas férias e se ainda o motorista ficará disponível no período da recuperação. Só por precaução, é claro.