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Marcada pela volatilidade, a última semana foi pouco positiva para os mercados acionários, que, em sua maioria, se encontravam muito próximos de suas máximas históricas. O estopim do movimento de ajuste foi a forte desvalorização de 8,9% registrada pela bolsa chinesa na terça-feira.
As especulações de que o governo chinês poderia tomar medidas restritivas em relação ao fluxo no mercado de capitais local e que poderiam também frear o crescimento do mais importante comprador de commodities do mundo pressionaram os mercados.
O clima de insegurança foi elevado ainda pelas preocupações de que a economia norte-americana poderá enfrentar, em termos de crescimento, momentos complicados nos últimos meses de 2007. Os altos preços do petróleo, a significativa valorização do iene frente ao dólar e o aumento das preocupações com o desempenho dos títulos imobiliários dos EIA completaram esse cenário.
Bolsa
Influenciado por este cenário, o Ibovespa acumulou expressiva desvalorização de 7,92% na semana, fechando a sexta-feira cotado a 42.370 pontos. Em um movimento generalizado de realização de lucros, nenhum dos papéis que compõem o índice conseguiu acumular ganhos no período.
Em contrapartida, as ações ordinárias da Natura assumiram o extremo negativo do Ibovespa, ao registrarem desvalorização de 13,48%. A forte baixa dos papéis na semana esteve associada à divulgação de fracos resultados relativos ao quarto trimestre de 2006 e à perspectiva de que a forte competição deve perdurar no ano corrente.
Dentre os papéis mais líquidos do principal índice da bolsa paulista, as ações preferenciais da Petrobras encerraram em baixa de 9,6%, enquanto os papéis preferenciais classe A da Vale Rio Doce registraram desvalorização de 8,9%.
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Renda Fixa
No mercado de renda fixa, na semana que antecede a reunião do Copom, os juros futuros encerraram a semana em alta na BM&F. O contrato com vencimento em junho de 2007, que apresentou maior liquidez, apontou taxa de 12,45%, alta de 0,02 ponto percentual frente à da semana anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 fechou cotado a 133,35% de seu valor de face, o que representa uma baixa de 0,49% entre semanas. O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou a semana cotado a 201 pontos-base, forte alta de 23 pontos-base em relação ao fechamento da semana anterior.
Câmbio
No mercado de câmbio, em meio à busca por ativos considerados mais seguros em detrimento aos mercados emergentes, o dólar comercial fechou a semana em alta de 2,06%, cotado a R$ 2,1320. As intervenções do Banco Central também influenciaram.