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SÃO PAULO – Uma semana que não trará boas lembranças para a maioria dos investidores. As principais bolsas em nível mundial encerraram o mês de fevereiro com grande turbulência, reagindo a notícias ruins na China e nos EUA. Em paralelo, aumentou de forma significativa o grau de aversão ao risco, com conseqüente redução da exposição aos mercados emergentes.
Em meio ao cenário internacional adverso, o Ibovespa acumulou forte queda de 7,92%, enquanto o dólar comercial subiu 2,06%. O risco-país e os juros futuros subiram.
Cenário externo: muita instabilidade
No cenário internacional, eventos da última terça-feira (27) foram sendo digeridos até o fim da semana, diante de fortes questionamentos sobre a política econômica chinesa e de preocupações renovadas com a economia dos EUA.
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Naquele dia, bolsa chinesa caiu 8,9% – a maior baixa em dez anos -, em meio a especulações de que o governo estaria prestes a anunciar medidas em prol de uma contenção da liquidez. Um menor crescimento econômico naquele país significaria uma diminuição da demanda por commodities.
A conseqüência lógica seria matérias-primas mais baratas e uma redução bastante forte das receitas de exportação das economias emergentes, dado o grande peso destes produtos na pauta de vendas externas de tais países.
Além das políticas em torno do lado real da economia, temem-se ainda medidas para conter a especulação nos mercados financeiros, como, por exemplo, controle dos fluxos de capitais.
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Economia dos EUA volta a preocupar
Também na terça-feira, um relatório oficial mostrou um recuo de 7,8% nas encomendas de bens duráveis nos EUA em janeiro, reacendendo dúvidas quanto à robustez da indústria. Um dia antes, o ex-presidente do Fed Alan Greenspan alertara para uma possível recessão da economia norte-americana ainda em 2007.
Para reforçar ainda mais o clima negativo, o núcleo do deflator do PCE, uma das medidas de inflação mais acompanhadas pelo Fed, mostrou uma inflação anualizada de 2,3% em janeiro, superior à apurada em dezembro e ao limite do intervalo considerado pela autoridade monetária dos EUA, de 2%.
Cenário interno: economia em aceleração
Internamente, o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) ocupou o centro das atenções. A economia brasileira cresceu 2,9% no ano passado e, no quarto trimestre, a expansão foi de 3,8% frente a igual período de 2005.
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Muito embora o desempenho tenha ficado aquém da média dos países emergentes e do desejado pelo governo, analistas elogiaram a performance na margem, identificando uma tendência de aceleração para 2007.
Ibovespa em forte queda
Pressionado pelo clima negativo proveniente da esfera externa, o Ibovespa acumulou forte queda de 7,92%, fechando a semana cotado a 42.370 pontos. Na terça-feira, o índice apurou sua maior baixa desde 13 de setembro de 2001, de 6,6%.
Já no mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou em alta de 2,06%, cotado a R$ 2,132, em meio à busca por ativos considerados mais seguros em detrimento aos mercados emergentes.
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Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2009, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 12,09% na sexta-feira, frente aos 11,82% da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 12,68%, levemente abaixo dos 12,70% registrados na sexta-feira anterior.
Reunião do Copom na próxima semana
Na agenda da primeira semana inteira de março, o foco dos investidores estará na reunião do Copom, que se encerra na quarta-feira, na qual será definida a nova taxa Selic, referência para a viabilidade dos investimentos produtivos.
Nos Estados Unidos, o principal destaque nos Estados Unidos será a divulgação, na sexta-feira, do Employment Report de fevereiro, divulgado mensalmente pelo Departamento de Trabalho norte-americano.