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SÃO PAULO – A primeira semana de março marcou mais uma melhora da percepção de risco do investidor estrangeiro em relação à economia brasileira, beneficiando os mercados acionário e de câmbio. No cenário externo, a economia dos EUA e o juro na Europa estiveram em destaque.
Neste contexto, o Ibovespa teve alta de 1,63% na semana, enquanto o dólar comercial apurou desvalorização. Os juros futuros avançaram e o risco país recuou.
Cenário interno: S&P eleva nota do Brasil
Mesmo mais curta, a primeira semana de março serviu para, novamente, melhorar a percepção de risco do investidor estrangeiro em relação à economia brasileira, com destaque na elevação do rating brasileiro pela agência de classificação de risco Standard & Poor´s.
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Apesar de já ser esperado, o upgrade beneficiou o mercado brasileiro, uma vez que põe o rating> dos títulos do país a apenas dois degraus do Investment Grade, que é a classificação que identifica as empresas e países capazes de honrar os seus compromissos e são tidos como mais seguros para o investidor.
Outro evento favorável ao mercado brasileiro foi a divulgação da balança comercial de fevereiro, que mostrou o maior superávit da história para o período. Apesar dos resultados expressivos nos dois primeiros meses do ano, o mercado ainda espera, de acordo com o boletim Focus do BC, que o saldo positivo este ano seja menor do que o de 2005.
No que diz respeito à evolução dos preços no mercado doméstico, a semana trouxe somente o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), corroborando a percepção de desaceleração dos preços, após as pressões verificadas em janeiro.
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Cenário externo: economia dos EUA não anima
No cenário externo, o destaque ficou com os indicadores pouco animadores da economia norte-americana, que impediram um desempenho expressivo das bolsas locais. Enquanto os dados do PIB (Produto Interno Bruto) vieram em linha com o esperado, a confiança do consumidor ficou abaixo das expectativas.
Na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) demonstrou preocupação com as recentes pressões inflacionárias e elevou o juro básico na região para 2,50% ao ano, sem descartar a possibilidade de novos ajustes.
Por fim, mesmo sem ter alcançado valorização expressiva durante a semana, o petróleo seguiu sob o foco dos investidores, mantendo o elevado patamar.
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Bolsa sobe e dólar cai
O dólar comercial encerrou a semana em queda de 1,40%, sendo cotado a R$ 2,1110 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando em desvalorização de 0,19%. A moeda norte-americana registrou quedas nas três sessões realizadas na semana.
No mercado de juros futuros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2007, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 15,19% na sexta-feira, frente a taxa de 14,86% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 16,40%, estável em relação ao encerramento da semana passada.
Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em alta de 1,63%, sendo cotado a 39.240 pontos. O cenário corporativo e a melhora da percepção de risco em relação à economia brasileira foram decisivos para levar o índice à sua maior cotação histórica.
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Próxima semana: Copom se reúne
Na segunda semana de março, o destaque no cenário doméstico fica com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que, na quarta-feira, decide a taxa básica de juro da economia brasileira.
Nos Estados Unidos, o Employment Report, relatório que traça um panorama detalhado do mercado de trabalho norte-americano, sai na sexta-feira e deve ser acompanhado de perto pelo mercado.