Combustível: ANP interdita 8 postos por irregularidades

Só em São Paulo, foram interditados 4 dos 8 postos irregulares; o Rio Grande do Sul teve 3 e o Paraná somente um caso de falta de autorização

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SÃO PAULO – Oito postos revendedores de combustíveis de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul foram interditados entre os dias 05 e 09 de dezembro pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Só em São Paulo, foram interditados 4 dos 8 postos irregulares encontrados. O Rio Grande do Sul teve 3 revendedores autuados e o Paraná somente um.

Problemas encontrados

Em São Paulo, três postos foram interditados por vender gasolina C e álcool hidratado fora das especificações da ANP. Outro posto em Atibaia apresentou aferição irregular na bomba medidora.

Em Curitiba e Porto Alegre, um posto em cada uma das regiões não possuía autorização para o exercício da atividade e, assim, ambos foram interditados. Ainda em Porto Alegre, dois postos não apresentaram a documentação solicitada pela ANP.

Melhora na qualidade dos combustíveis

Apesar desses casos, de acordo com a ANP, os índices de não-conformidade da gasolina caíram de 4,9% em 2004 para 3,8% em outubro de 2005. O óleo diesel e o álcool etílico combustível hidratado também tiveram redução nesses índices no mesmo período: de 3,8% para 3,3% e 7,4% para 6,6%, respectivamente.

Comparando a anos anteriores, percebe-se um movimento de melhora da qualidade dos combustíveis. A média de amostras de gasolina fora dos padrões foi de 12,5% em 2000, 9,2% em 2001, 7,3% em 2002, 6,8% em 2003 e 4,9% em 2004.

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Em São Paulo, que sozinho movimenta 30% do mercado nacional de combustíveis, os índices também vêm melhorando sistematicamente: caíram 11,3% em 2003 e em 2004. A intensificação das ações de fiscalização da Agência foi decisiva.

Nos outros dois estados que tiveram interdições, esse movimento também ocorre. No Paraná, o índice de não-conformidade da gasolina caiu vertiginosamente de 8,5% em 2003 para 2,3% em 2004. No Rio Grande do Sul, foi de 2,4% em 2003 para 0,7% em 2004.