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SÃO PAULO – Basta olhar nas ruas da cidade para ver que os jovens cada vez mais andam com fones no ouvido, escutando as músicas do aparelho MP3. Alguns deixam o volume tão alto, que até quem está próximo consegue escutar e reconhecer a música.
Embora seja uma forma de lazer para as pessoas, além de uma maneira de enfrentar o trânsito, esse aparelho pode prejudicar os jovens. “A perda auditiva induzida por ruídos, como a poluição sonora do trânsito, shows e o tempo de exposição ao alto volume de músicas têm aumentado o diagnóstico em jovens“, afirma a otorrinolaringologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica, Valéria Mendrone.
Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia, no País, mais de 15 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de deficiência auditiva, ocasionada pela exposição intensa de ruídos, ou por problemas hereditários e infecções pré-natais.
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O que fazer?
Para minimizar o problema, a sugestão é que a exposição a sons intensos atinja até cerca 110 decibéis, por um tempo limitado. Para uma exposição diária a sons de até 85 decibéis, o tempo recomendado é de até oito horas. Um Walkman no volume cinco, por exemplo, tem 95 decibéis de intensidade. Nesse caso, o tempo máximo de exposição recomendada é de quatro horas.
A cada aumento no nível sonoro, o tempo cai drasticamente, para sons de 110 decibéis, o tempo recomendado é de apenas meia hora. Essa é a intensidade do barulho de uma serra elétrica, por exemplo.
Problemas sociais
Além da perda auditiva, sintomas como zumbidos, dificuldades de compreensão da fala e atraso no rendimento escolar podem ser oriundos de problemas no sistema auditivo. “Os idosos, de maneira geral, se isolam do convívio familiar e social, gerando dificuldades de relacionamento pessoal e profissional quando não escutam bem”, diz Valéria.
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“Exames como otoemissões acústicas, audiometria, impedanciometria e potencial evocado auditivo podem ser realizados ao se perceber qualquer desses sintomas. Tratamentos específicos podem recuperar ou minimizar o dano devolvendo ao jovem a qualidade auditiva satisfatória”, completa.
Danos à saúde
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), além de incômodos e desconfortos, o ruído causa alterações na pressão sangüínea, nos níveis de colesterol e açúcar do sangue. Em algumas pessoas, a evolução desses quadros pode levar à hipertensão arterial e até infartos cardíacos.