Com nova metodologia, gastos do INSS somam 11,8% do PIB

Além disso, para pagar todas as aposentadorias e outros benefícios, é necessário mais um terço da arrecadação tributária

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SÃO PAULO – Com a nova metodologia para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (28), o pagamento de aposentadorias e outros benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social representam 11,8% de todas as riquezas produzidas pelo País, mais um terço da arrecadação tributária.

A informação foi dada neste mesmo dia pelo economista José Márcio Camargo, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

13%

Antes da revisão do cálculo, a proporção referente ao PIB era de 13%, mais o terço da arrecadação tributária.

“Custos operacionais e com funcionários não são computados nessa conta. Eles entram no orçamento do Ministério da Previdência”, explicou o docente, que havia apresentado a primeira versão do estudo no Fórum Nacional da Previdência Social no último dia 21.

Impostos x economia

No ano passado, o recolhimento de impostos do governo totalizou R$ 392 bilhões, enquanto a economia apresentou avanço de 2,9%, segundo a metodologia antiga. Pela nova, o crescimento foi de 3,7%, atingindo R$ 2,323 trilhões.

De qualquer maneira, as contas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ficaram negativas em pouco mais de R$ 42 bilhões.