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SÃO PAULO – Os resultados da Drogasil (DROG3) no primeiro trimestre, divulgados na noite passada, foram mal recebidos pelos analistas nesta quinta-feira (12). Apesar disso, as ações da empresa apresentaram forte alta de 4,01% neste pregão.
A receita líquida da companhia entre janeiro e março deste ano, de R$ 521 milhões, veio 13% superior ao 1T10 e 1% acima da projeção do analista Marcos Mattos, da Ágora Corretora. Segundo Mattos, apesar das vendas em mesmas lojas terem ficado um pouco abaixo do esperado, a receita bruta apresentou um crescimento de 1%, em função de uma performance melhor das novas lojas.
Por outro lado, mesmo contribuindo positivamente para a receita bruta da empresa, as novas lojas também acarretaram no aumento das despesas de vendas da Drogasil no período, equivalentes a 16,5% da receita bruta. “A principal razão para um aumento tão grande foi o expressivo número de lojas inauguradas no 4T10, que levaram a um aumento de 24% em despesas com pessoal e 35% das despesas com alugueis e condomínio”, destacou o Banif em relatório.
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Segundo Marianna Waltz, Erick Rodrigues e Priscila Tambelli, do BB Investimentos, as novas lojas que influenciaram no aumento das despesas com vendas da Drogasil no primeiro trimestre ainda não contribuem proporcionalmente nas vendas, o que pressionou as margens da empresa entre janeiro e março deste ano.
Outro aspecto que a equipe do banco destacou foi o aumento do capital de giro, onde observou-se também uma elevação nos dias de estoque de 71 dias no 1T10 para 83 dias nos três primeiros meses deste ano. “Possivelmente este aumento já considera a maior base de lojas, além do esperado aumento do estoque na véspera do reajuste anual de preços dos medicamentos”, disseram.
Recomendações e perspectivas
Tanto o Banif quanto o BB Investimentos tem recomendações neutras para a ação da Drogasil. O preço-alvo do BB é de R$ 17,01 para 12 meses, configurando um potencial de valorização de 45,88% em relação ao último fechamento.
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Já Mattos, do Ágora, é mais otimista, acreditando que os próximos resultados serão impulsionados com a maturação das novas lojas e com o novo centro de distribuição em Goiás, que deverá melhorar a eficiência logística da companhia. Sendo assim, a recomendação do analista é de compra das ações, com preço-alvo de R$ 18,43 para o final deste ano, upside de 58,06%.