Com economia aquecida, arrecadação crescerá até 12% neste ano

Subsecretário da Receita atribui resultado de julho à recuperação na produção industrial e na massa salarial

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SÃO PAULO – A arrecadação da Receita Federal deve crescer entre 10% e 12% por mês ao longo deste ano, segundo a expectativa do subsecretário de Tributação e Contencioso, Sandro de Varga Serpa. A previsão dele, porém, pode ser alterada, caso a economia não mantenha o atual aquecimento até os últimos meses de 2010.

Em balanço divulgado nesta terça-feira (17), a Receita divulgou o montante de R$ 67,973 bilhões em impostos e contribuições federais arrecadados em julho – valor considerado recorde para o mês. Frente ao mesmo período de 2009, foi registrado aumento real (deflacionado pelo IPCA) de 10,76% no total de tributos arrecadados no mês passado.

Para Serpa, o resultado decorre, principalmente, da recuperação da produção industrial, da venda de bens e da massa salarial, que influenciaram a arredação de tributos. Esses fatores estimularam a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Cofins e da contribuição previdenciária, respectivamente.

Leva um tempo
Porém, segundo o subsecretário, o crescimento da arrecadação não segue necessariamente o mesmo ritmo da atividade econômica. Além dela, que influencia “bastante” a arrecadação, há outros fatores como as medidas de fiscalização e o fato de cada tributo ter legislação própria e momento determinado para ser pago pelos contribuintes. Ele acrescentou, segundo informações da Agência Brasil, que a arrecadação leva de um a dois meses para responder ao comportamento da economia.