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SÃO PAULO – A expansão do crédito disponível aos consumidores e das facilidades de pagamento estão fazendo com que o público de baixo poder aquisitivo compre mais produtos de alto valor. Com isso, a participação desse segmento no mercado de seguros também está crescendo.
Durante a 3ª edição do Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor (C4 2007), realizado pela Partner Conhecimento entre os dias 29 e 31 de agosto, o diretor comercial da Marsh Affinity, Marcelo Victor Teixeira, afirmou que, “ao contrário do que todos pensam, o público de baixa renda não busca apenas produtos baratos”.
Serviços e linguagem específicos
Conforme divulgou o portal Partner Report, para penetrar nesse público, o mercado de seguros teve de desenhar serviços específicos e também mudar a linguagem.
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“O seguro é técnico, o que o torna pouco atrativo. Como se tratam de assuntos delicados, como desemprego e morte, a estratégia para vender tem de ser simples e objetiva”, comentou a gerente de produtos do Carrefour, Vanessa de Souza, durante o C4 2007.
No exemplo da rede de supermercados, Vanessa conta que o meio usado para ofertar serviços de seguro foi o cartão próprio (private label).
Diversificar é a ordem
Ainda segundo a gerente, “hoje não podemos mais pensar que todos os clientes devem ter todos os produtos de uma empresa, e sim que a empresa deve ter todos os produtos para atender cada cliente”.
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Neste sentido, o vice-presidente da ACE Seguradora, Paulo Pereira, aponta a divisão das ações por regiões do País. “Tentamos vender um seguro funeral no Sul e foi um fracasso. Já no Nordeste a demanda por esse produto foi um sucesso”, concluiu.