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SÃO PAULO – As medidas do Banco Central anunciadas no fim do ano passado, aliadas ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) mais caro para pessoa física desde o último sábado (9), encareceram o crédito – o que leva os consumidores a pensarem em alternativas para consumir sem arcar com uma conta maior.
“Quando você restringe o crédito de um lado, os consumidores tentam buscar outros caminhos”, afirma o especialista em finanças do MoneyFit, André Massaro.
Alternativas
Nesse cenário, algumas formas de pagamento que não foram atingidas pelas medidas podem se tornar atrativas, como é o caso do parcelamento com cartão de crédito cujos juros são bancados pelos estabelecimentos. “Pode haver um aumento de consumo dessa modalidade de crédito”, afirma o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite.
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Massaro concorda que, em tese, pode haver um aumento no uso do cartão “parcelado sem juros”, mas ele acredita em uma reversão nos próximos meses, devido à nova regulamentação do cartão. “O cartão pode não ter sido impactado pelas medidas do Governo, mas foi impactado pelas novas regras. Por isso, é possível que haja uma freada no uso dessa modalidade mais para frente”, afirma.
Além do “parcelamento sem juros”, o consumidor pode ver no cheque pré-datado e no cartão de loja alternativas para driblar o aumento do crédito em outras modalidades. “Mesmo utilizando o pré-datado, o consumidor deve fazer a conta”, afirma Leite.
Repensando a vida financeira
Para o professor da Trevisan, essas medidas do Governo não devem impactar no comportamento do consumidor na hora de contratar crédito. “O consumidor em geral não presta atenção nisso. Mas pode haver uma inibição do crédito sim”, acredita.
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Com ou sem efeitos, os especialistas consultados concordam que os consumidores não deveriam buscar alternativas. “O ideal é que ele não precise mais de crédito”, avalia Leite.
“O Governo está tentando conter o crédito. Então, os consumidores deveriam aproveitar esse momento para organizar sua vida financeira”, acredita Massaro. Para o especialista, o momento é de pensar em menos consumo e mais poupança. “Agora, os consumidores devem mudar hábitos e não buscar alternativas de crédito”, completa.