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SÃO PAULO – No final de maio a Agência Nacional de Saúde (ANS) concedeu um reajuste para os planos de saúde de 9,39%, dos quais uma parte deve ser direcionada para a correção das consultas médicas. A iniciativa buscou garantir o repasse do aumento no custo das mensalidades aos médicos, que reclamavam há tempos do fato de não receberem reajustes nos seus honorários.
CNS entra com pedido de reajuste
Seguindo o exemplo dos médicos, que acabaram conseguindo garantir que parte do reajuste fosse repassada para o aumento dos seus honorários, a Confederação Nacional de Saúde (CNS), que inclui hospitais, clínicas e laboratórios, entrou com uma reclamação semelhante junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
De acordo com a reclamação, formalizada há dez dias atrás, as entidades que fazem parte da CNS não recebem reajustes das operadoras de planos de saúde há mais de cinco anos. Em contrapartida, os planos e seguros de saúde obtiveram aumento de mais de 40% no mesmo período. Na visão do diretor técnico da CNS, Olímpio Távora Corrêa, a responsabilidade é da ANS de garantir o equilíbrio do sistema.
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Planilha de custos não inclui diárias e taxas hospitalares
Na visão da CNS, o aumento dos custos de internação incluídos nas planilhas de gastos, que são usadas como base para a determinação do reajuste garantido aos planos de saúde, incluem apenas os aumentos devido às novas tecnologias e aumento no custo dos medicamentos. Entretanto, não inclui reajustes nas diárias e taxas hospitalares, que estariam congeladas há mais de cinco anos, com exceção apenas dos grandes hospitais que por terem maior poder de barganha conseguiram reajustar suas taxas.
Como os reajustes recentemente concedidos pela ANS aos planos de saúde, já estão plenamente alocados, caso a CNS tenha seu pedido aceito é possível que o consumidor venha a ter que arcar com novos aumentos nos planos de saúde, mais uma vez arcando com a incapacidade das operadoras de planos de saúde de gerir de forma eficiente seus gastos.