CMN determina que crédito habitacional cresça no 2º semestre

Bancos agora têm que repassar R$ 2,5 bilhões a estes financiamentos; recursos são da caderneta de poupança

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SÃO PAULO – O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu na última quinta-feira (28) a expansão do crédito que os bancos serão obrigados a direcionar para financiamentos habitacionais ao longo do segundo semestre deste ano.

De acordo com a determinação, haverá acréscimo de 50% em relação aos recursos liberados no mesmo período de 2004. Com esta medida, de julho a dezembro as instituições financeiras precisarão reverter R$ 2,5 bilhões das cadernetas de poupança para esta finalidade, contra R$ 1,68 bilhão do ano passado.

Total do ano

Contabilizados os empréstimos do primeiro semestre, que chegaram a R$ 2 bilhões, o CMN espera agora fechar o ano com R$ 4,5 bilhões direcionados aos financiamentos habitacionais.

A taxa de juros destas linhas de crédito varia de 9% a 12% ao ano, durante os 36 primeiros meses do empréstimo. Após este período, o custo do financiamento passa invariavelmente para 12% anuais.

Vale dizer que, originalmente, o CMN havia determinado que os bancos repassassem 65% dos valores aplicados em caderneta de poupança para empréstimos habitacionais. No entanto, como não havia demanda suficiente, este percentual acabou se flexibilizando.