Clonagem de celulares: veja como agir para não se tornar vítima de golpistas

Maioria percebe o golpe depois que a conta fica mais cara, mas existem outros indícios que denunciam a clonagem

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SÃO PAULO – Você recebeu a conta do seu celular e, para sua surpresa, o seu gasto com o telefone no mês aparentemente fugiu do seu controle. Engano seu! A exemplo do que tem acontecido com um grande número de usuários, o seu celular pode ter sido clonado e você, certamente, não terá que pagar por isto.

Apesar de o fator financeiro ser realmente o que mais pesa na clonagem de celulares, a fraude pode levar você a perder temporariamente o serviço e ter que programar o aparelho com um novo número, o que pode trazer bastante dor de cabeça.

Aparelhos em “roaming” ficam mais vulneráveis

Talvez você não saiba, mas o aparelho fica mais vulnerável à clonagem quando está fora da área de mobilidade de origem, o que é conhecido como “roaming”. Com isto, fica mais fácil que fraudadores obtenham a combinação código do aparelho/código de assinante, que é única do seu celular, e passem a utilizar a sua linha como se fosse deles. Como o número do aparelho clonado é idêntico, as prestadoras de serviços têm dificuldades em fazer a identificação.

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Dicas para você se proteger das clonagens

Embora não exista nenhuma fórmula 100% segura contra os golpistas, vale ficar atento a algumas dicas que podem fazer a diferença. Nem sempre fica tão evidente assim que o golpe tenha sido aplicado, de forma que os cuidados devem ser redobrados para garantir a sua segurança.

Direitos do consumidor

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Regulamento do Serviço Móvel Pessoal estabelece que a prestadora deve se responsabilizar pela identificação da existência de fraudes. Isto implica em dizer que, uma vez que a fraude for comprovada, a prestadora fica obrigada, por lei, a cancelar a cobrança das chamadas que não foram feitas por você.

A determinação é legal e deve ser cumprida pela prestadora o quanto antes. Caso o problema não seja resolvido, então não há outra alternativa ao consumidor prejudicado, a não ser procurar a Anatel (0800 33 2001) ou os órgãos de defesa ao consumidor, como o Procon, e formalizar a queixa.