Clonagem de celulares preocupa operadoras e autoridades

Adeptos de altas tecnologias, os bandidos têm clonado cada vez mais celulares, sobretudo os que usam sistema pós-pago

Publicidade

SÃO PAULO – O problema da clonagem de celulares vem afetando o bolso dos usuários e operadoras de maneira assustadora. Adeptos de altas tecnologias, os bandidos têm clonado cada vez mais aparelhos celulares do sistema pós-pago e até mesmo as autoridades têm encontrado dificuldades para reconhecer algumas das práticas utilizadas por estes bandidos.

Polícia ainda desconhece alguns golpes

A primeira suspeita dos usuários que são vítimas destas quadrilhas aparece quando as contas recebidas apresentam valores muito elevados ou ligações desconhecidas. Os estelionatários conseguem copiar os dados do aparelho, normalmente em lojas de conserto, a partir de um número localizado na bateria do celular, que funciona como uma espécie de chassi do celular.

Outro golpe referente à clonagem de celulares ainda foge ao controle da polícia, mas sabe-se que a mesma é feita através de um sistema de radio-freqüência, principalmente em áreas próximas aos aeroportos. Como são raras as queixas recebidas pela polícia, ainda não há uma perícia concreta sobre como os dados do celular são clonados através deste sistema. Segundo a polícia estas respostas devem ser apuradas juntamente com as operadoras locais para que o problema seja solucionado o mais rápido possível.

Telesp Celular investe em soluções

Preocupada com esta situação, a Telesp Celular já avisou que está investindo em novas tecnologias visando combater o número de vítimas das fraudes de clonagem. O novo sistema antifraude da operadora monitora as ligações através do perfil do cliente. Isto é, a partir do perfil do cliente será possível identificar ligações suspeitas, que desviem para localidades desconhecidas nunca contatadas pelo usuário anteriormente.

Assim que suspeita de clonagem for confirmada, a Telesp entra em contato com seu cliente por telefone ou telegrama para que a situação seja esclarecida, sendo que ao cliente são dadas três opções após o bloqueio da linha: trocar o aparelho e manter o número do celular; manter o aparelho e trocar o número; ou então utilizar um aparelho com outro número emprestado pela operadora até que sua linha seja desbloqueada. Além disso, a Telesp assegura seus clientes sobre o ressarcimento de qualquer valor cobrado indevidamente enquanto o telefone estiver sendo “copiado”.

Quem arca com o prejuízo?

A Fundação Procon-SP alerta os usuários de celulares pós-pago que a operadora deve ficar responsável pelo ressarcimento dos valores cobrados indevidamente. Na maior parte dos casos o aparelho é substituído e as ligações não reconhecidas são canceladas automaticamente.

Continua depois da publicidade

Entretanto, o consumidor que não for ressarcido das perdas ou não conseguir entrar em um acordo com a operadora, deve entrar em contato com o órgão de defesa ao consumidor e pedir que o seu caso seja analisado. Caso a operadora insista em não devolver o dinheiro, então o mesmo deve procurar o Juizado Especial Cível (JEC), para causas de até 40 salários mínimos, ou a Justiça comum.